Contar histórias é preservar a ancestralidade e a natureza
- Soul Costa Verde

- 7 de abr. de 2025
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Em um mundo cada vez mais acelerado, Viviane Souza escolheu o caminho do silêncio sagrado e da palavra viva. Mãe Pequena do Terreiro Caboclo Sobe-Serra, em Angra dos Reis (RJ), ela vem desenvolvendo um trabalho de contação de histórias dentro do espaço sagrado da Umbanda, promovendo a valorização da oralidade, do meio ambiente e da cultura popular brasileira.
Em um dos encontros mais recentes, Viviane reuniu crianças, jovens e irmãos da casa para ouvir histórias ancestrais. Com um sorriso acolhedor, ela costura contos do folclore brasileiro, lendas de Orixás e mensagens sobre o cuidado com a Mãe Terra. Mais do que palavras, são saberes vivos que passam de geração em geração.

A atividade faz parte de uma missão maior: preservar o que é sagrado, cultural e natural. Em suas falas, Viviane aborda temas como o respeito às matas, aos rios, à fauna e à espiritualidade que habita em cada elemento da natureza.
"Contar histórias é manter o tambor da memória batendo. É ensinar com leveza e plantar sementes de consciência", afirma Viviane, que acredita que a oralidade é uma das maiores potências da Umbanda.
Apesar de não ter muitas aparições públicas ou redes sociais ativas, sua atuação é firme, constante e profundamente transformadora dentro da comunidade.

Agora, com o projeto Contar – Transformar, Viviane pretende expandir essas rodas de histórias, alcançando mais jovens e ampliando o diálogo entre espiritualidade e justiça ambiental. A proposta reforça o papel dos terreiros como espaços vivos de educação, cultura e resistência.



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