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- O Último Charme: A Coragem de uma Despedida Consciente
Crônica sobre viver com dignidade e a decisão pela partida quando já não se tem vida digna. Inspirada na música Charme do Mundo, de Antônio Cícero, na versão original, com Marina Lima. Ouça durante a leitura: https://open.spotify.com/track/4ZXf24jReizl40Pakkf7Qu?si=A_xTTKuQQrel9A--w54gBQ Há canções que são mais do que som e letra; são suspiros musicados, convites a parar e sentir o peso doce da existência. “Charme do Mundo”, de Antônio Cícero, é uma delas. Na voz serena e hipnótica de Marina Lima, a pergunta “Que charme tem o mundo?” soa menos como uma dúvida e mais como um exercício de contemplação. Um convite a listar, em segredo, os pequenos milagres que nos mantêm presos à vida. Recentemente, deparei-me com um vídeo do próprio poeta declamando seus versos. Nele, Cícero não canta, mas entrega. Seus olhos fechados, suas mãos desenhando o ar, a voz um fio de emoção pura. Há uma leveza triste e uma verdade incontestável naquele instante. É a leveza de quem compreendeu o fardo e a beleza de estar vivo, e decidiu celebrá-los em verso. Aquele homem, imortalizado pela Academia Brasileira de Letras e pelas canções que marcaram gerações, carregava consigo uma serenidade que, hoje, entendemos como prenúncio. Porque Antônio Cícero não foi imortal apenas por sua obra. Ele se tornou um farol de uma discussão necessária pela forma corajosa com que decidiu partir. Ao ser diagnosticado com Alzheimer, o exímio amante das manifestações da vida, o filósofo da palavra precisa, encarou de frente o mais brutal dos silêncios progressivos. E fez uma escolha que, na época, exigiu uma jornada transatlântica até a Suíça. Testemunhar o apagamento de uma pessoa amada por uma doença degenerativa é algo de uma violência íntima indescritível. É assistir à dissolução do próprio ser, à corrosão de todas as memórias, amores e histórias que um dia fizeram aquele indivíduo único. Imagine ter a consciência de que você perderá, pedaço por pedaço, a consciência de si mesmo. Que navegará, sem remo e sem leme, para um oceano interno e sepulcral, onde nada mais fará sentido. Foi esse limiar fatídico, a fronteira entre a razão e a escuridão, que Cícero se recusou a cruzar. Enquanto ele precisou travar sozinho essa batalha, ecos de mudança começam a surgir muito mais perto de nós. Na última quarta-feira (15 de outubro de 2025), o Uruguai fez história . O Senado do país aprovou, por ampla maioria, a Lei de Morte Digna, descriminalizando a eutanásia e tornando-se o primeiro país da América Latina a adotar a medida por meio de uma lei parlamentar . A lei uruguaia, assim como a decisão de Cícero, é centrada na dignidade. Ela permite que maiores de idade, mentalmente aptos, em fase terminal de uma doença incurável ou que cause "sofrimento insuportável" e grave deterioração da qualidade de vida, possam solicitar o procedimento . O texto é rigoroso, exige múltiplas avaliações médicas e a confirmação por escrito da vontade do paciente . Não se trata de um convite à morte, mas do reconhecimento do direito a um fim de vida que respeite a integridade da pessoa. A voz dessa mudança tem nome e rosto. Beatriz Gelós, de 71 anos, que convive com a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) há quase vinte anos, tornou-se um símbolo da causa. Antes da votação, ela, em sua cadeira de rodas, declarou: “Me daria uma paz incrível se fosse aprovada. É uma lei compassiva, muito humana” . E aos que se opõem, ela lança um desafio que cala fundo: “Vocês não têm ideia de como é viver assim” . Como Beatriz, Pablo Cánepa, de 39 anos, vítima de uma doença rara e incurável, pede lucidamente o fim de um calvário que já dura quatro anos . A decisão de Cícero ecoa a pergunta central de sua canção. O "charme do mundo" reside justamente na liberdade, na lucidez, na capacidade de se maravilhar. Quando esse charme se esvai, substituído pelo medo e pela despersonalização, que dignidade nos resta impor? A aprovação da lei no Uruguai, apoiada por 62% da população , sugere que a sociedade começa a entender que a dignidade não é um conceito único, imposto a todos, mas uma experiência íntima. Marina Lima, a irmã que deu voz à sua poesia, soube da decisão final de Antônio Cícero em uma ligação, às vésperas de sua partida. É de se imaginar a dor e, ao mesmo tempo, um estranho consolo. Não foi um adeus por acidente ou por um capricho da doença. Foi uma despedida consciente. Um último ato de amor por si mesmo e por todos que o amavam. E é assim. A vida nos convida a lutar por dignidade enquanto estamos aqui. A partida de Antônio Cícero e a coragem de Beatriz Gelós no Uruguai nos lembram que, para alguns, a forma mais profunda de lutar por essa dignidade é poder escolher como e quando deixar o mundo. Escolher o momento de dizer que o charme, para ele, havia se findado. Lutar por dignidade nesse mundo; deixá-lo com alguma dignidade. Esse, talvez, seja o derradeiro e mais difícil charme de todos os humanos.
- Sustentabilidade e Valorização dos Saberes Ancestrais
No último sábado (11), o Coletivo Saberes da Terra realizou um encontro especial que marca uma nova etapa no fortalecimento de práticas sustentáveis, educação ambiental e valorização das tradições ancestrais na região da Costa Verde. Reunindo todos os integrantes, o coletivo se dedicou à organização de espaços destinados à realização de cursos práticos de manejo de solo, oficinas de criação de hortas comunitárias e plantio de espécies medicinais. Trata-se de uma ação que vai além do simples preparo de ambientes físicos: representa a soma de esforços, conhecimentos, expectativas e o compromisso coletivo com o cuidado da terra, da saúde e das redes culturais locais. Durante o encontro, foi possível perceber a força da união dos participantes e a expressão viva dos seus valores: respeito à natureza, cultivo dos saberes tradicionais e aprendizado compartilhado. As atividades foram conduzidas em clima de colaboração, onde cada voz foi ouvida e cada gesto representou o compromisso com um futuro mais justo e integrado à terra. O coletivo, inspirado por referências como Nego Bispo e pelo legado de figuras como Ana Primavesi, amplia sua atuação junto à comunidade, oferecendo espaços para cursos e oficinas que estimulam a autonomia agroecológica, o fortalecimento do território e a preservação dos saberes populares. Hortas comunitárias e jardins de plantas medicinais não apenas alimentam o corpo, mas também conectam indivíduos à história, à identidade e às raízes culturais do povo brasileiro. Mais que preparar o terreno para novas atividades, o Coletivo Saberes da Terra plantou naquele dia as sementes de uma rede ainda mais ampla e acolhedora, comprometida em transformar desafios em oportunidades, transmitindo conhecimento, celebrando tradições e promovendo práticas que unem sustentabilidade e ancestralidade. A experiência desse encontro reforça a importância de coletivos que atuam na base, envolvendo diferentes agentes culturais, grupos tradicionais e comunidades locais. O trabalho realizado pelo Saberes da Terra é um exemplo inspirador de como a ação coletiva pode impactar positivamente o território, fortalecer vínculos e construir legados para as futuras gerações. O convite está feito: venha acompanhar e participar das próximas atividades do Coletivo Saberes da Terra, somando forças por uma Costa Verde mais sustentável, diversa e conectada às suas origens! SIGA: https://www.instagram.com/saberesdaterra.coletivo
- A CULTURA ROCK N' ROLL VAI INVADIR A BAIXADA - NOVA IGUAÇU ROCK FESTIVAL
A equipe Soul Costa Verde vai marcar presença no Rock Festival Nova Iguaçu 2025, trazendo uma cobertura especial para os leitores do site www.soulcostaverde.com Soul Costa Verde no Rock Festival Nova Iguaçu No próximo domingo, 5 de outubro de 2025, Nova Iguaçu será palco de uma verdadeira celebração do rock nacional e internacional com o Rock Festival Nova Iguaçu. Nossa equipe estará presente para registrar todos os momentos e detalhes desse evento que já entrou para o calendário cultural da região, prometendo recorde de público, estrutura de primeira linha e atrações históricas. Line-up de Peso e Experiência Única O festival contará com bandas consagradas como The Calling, Os Paralamas do Sucesso, CPM 22, Raimundos, Detonautas, Fresno, Strike, Hevo 84, Darvin, Dibob, e Debrix , distribuídas em dois palcos. Será uma oportunidade única para fãs de todas as gerações viverem uma maratona de shows e celebrarem a música. A Soul Costa Verde estará nos bastidores, entrevistando artistas e mostrando a energia do público em matérias exclusivas e coberturas nas redes sociais. Horários dos Shows Estrutura, Ingressos e Informações O evento acontece a partir das 14h, no Espaço de Eventos da Dutra, endereço já tradicional pela facilidade de acesso e conforto que proporciona. A montagem da estrutura segue a todo vapor, com som, iluminação e áreas de alimentação pensadas para garantir uma experiência segura e inesquecível. Os ingressos podem ser adquiridos pela plataforma Ingresse, com opção de meia-entrada para estudantes mediante apresentação do DNE. Fique ligado: a Soul Costa Verde vai trazer todos os bastidores, os melhores flashes do evento e entrevistas exclusivas. Nos vemos no Rock Festival Nova Iguaçu! Mais informações acesse o site: https://rockfestivalnovaiguacu.com.br
- Equipe 1 Legalizações: facilitando a realização de eventos com segurança e conformidade
A Equipe 1 Legalizações é especialista em garantir que eventos aconteçam dentro da legalidade, proporcionando tranquilidade para organizadores e participantes. Atuando no suporte completo à legalização de eventos, a empresa cuida de toda a documentação necessária, desde licenças junto a órgãos públicos até o cumprimento das normas de segurança e saúde. Com uma equipe experiente e dedicada, a Equipe 1 Legalizações ajuda a evitar contratempos burocráticos que poderiam comprometer a realização de festas, shows, feiras e encontros culturais. A empresa atua de forma personalizada, orientando cada cliente sobre as exigências específicas para o tipo de evento, o local e o público esperado. Com vasta experiência no mercado, a Equipe 1 Legalizações é referência na prestação de serviços de legalização para eventos de todos os portes, desde pequenas festas até grandes produções, como eventos na Sapucaí, o Carnaval carioca e em todo o estado! Sua atuação abrangente e especializada garante que organizadores tenham tranquilidade e segurança para promover eventos legais, seguros e em total conformidade com as normas vigentes. A equipe cuida de toda a complexa burocracia envolvida na obtenção de licenças, alvarás e autorizações junto aos órgãos públicos, além de garantir o cumprimento das exigências de segurança, prevenção e defesa civil. Esse suporte completo evita contratempos e multas, tornando-se um diferencial importante para o sucesso das produções culturais, artísticas e comerciais. O compromisso da Equipe 1 Legalizações é oferecer um serviço personalizado e eficiente, sempre alinhado às necessidades específicas de cada evento. Seja na organização de shows, feiras, festas populares ou encontros corporativos, a empresa valoriza a excelência no atendimento e a capacidade de entregar soluções rápidas e seguras. Para quem organiza eventos, contar com a Equipe 1 Legalizações é sinônimo de profissionalismo e eficiência no processo de legalização, garantindo a realização de eventos com segurança e conformidade. Saiba mais em: (21) 98982-3541 (21) 96419-9398 https://www.instagram.com/equipe1legalizacoes
- Documentário Ilha Viva – Raízes e Renovação
O documentário Ilha Viva – Raízes e Renovação teve sua estreia em grande estilo, levando emoção e reflexão para dentro da sala de aula. As exibições aconteceram na escola da Ilha Grande, especialmente para os alunos do 6º ano, que vibraram ao ver sua própria história, tradições e identidade cultural ganharem vida na tela. Idealizado pelo músico, artesão e fazedor de cultura Jackson Santos, carinhosamente conhecido como o Sanfoneiro da Ilha, o projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG) na cidade de Angra dos Reis. Jackson, que há anos dedica sua trajetória à valorização da cultura popular, reforça que este trabalho é um convite para que as novas gerações se reconheçam e se orgulhem de suas raízes. Mais do que um filme, Ilha Viva é um mergulho na memória coletiva da Ilha Grande — suas danças, histórias e personagens que mantêm viva a alma caiçara. Segundo Jackson, “preservar a cultura é garantir que nossos filhos e netos saibam de onde vieram e, assim, possam caminhar com mais força para o futuro.” Ilha Viva - Raízes e Renovação A direção do documentário ficou por conta de Ramon Pózes e da produtora LiveD Prod, que transformaram as narrativas locais em cinema, aproximando tradição e renovação com uma linguagem acessível e emocionante. “Queremos que os jovens não apenas assistam, mas se reconheçam e se sintam parte desse legado cultural” , reforça Ramon. A coordenação da produção contou com a sensibilidade de Majuh Medeiros, produtora cultural, que trouxe um olhar apurado para cada detalhe do projeto. “Nosso objetivo é que o Ilha Viva não seja apenas um registro, mas um presente para a comunidade e para todos que amam a cultura popular. Queremos que cada pessoa se sinta parte dessa história” , destaca Majuh Medeiros. O documentário também se preocupa com a acessibilidade: conta com legendas em Português, Inglês e Espanhol, além de interpretação em Libras, tornando essa experiência cultural inclusiva e acessível para diferentes públicos. O impacto da estreia mostrou que o objetivo foi alcançado: os alunos não apenas assistiram, mas se emocionaram, refletiram e compartilharam a importância de manter viva a identidade cultural da Ilha. O documentário seguirá em exibição em outras escolas da região e também estará disponível nas redes sociais da LiveD Prod, ampliando o alcance dessa mensagem de pertencimento e valorização cultural. 📲 Acompanhe mais sobre o projeto no Instagram @livedprod e no canal do YouTube da produtora.
- Escuta Só - SAL DA TERRA, SAL DE ANGRA
Há uma cidade onde o mar beija a montanha e o céu se reflete em 365 ilhas. Angra dos Reis já foi cenário de novelas, filmes e sonhos. É a terra da Ilha Grande, das praias de areia dourada e das trilhas que levam a segredos escondidos na Mata Atlântica. Mas esse paraíso, generoso e belo, está sendo silenciosamente roubado de nós. Lembro-me da primeira vez que ouvi "Sal da Terra" , de Beto Guedes. A voz doce do artista, traduzindo um grito urgente, ecoava: "Terra, estão te maltratando por dinheiro". Na época, eu pensava na poluição dos rios, no desmatamento distante. Hoje, vejo que a letra é um espelho de Angra: a ganância imobiliária avança sobre praias, ilhas e trilhas que nunca deveriam ter dono. Em Freguesia de Santana, o gradio avança sobre a areia. Na Praia dos Meros, cães ferozes e vários outros cenários, homens armados afastam turistas e moradores. São como fariseus modernos, que cercam o paraíso e vendem o que é de todos. Eles agem na sombra, sem blitz policial que os detenha (esses sujeitos nem rodam pelas estradas...), como se a lei não chegasse às suas fortalezas de concreto e egoísmo. Beto Guedes já alertava: "Vamos precisar de todo mundo para banir do mundo a opressão" (...) e "recriar o paraíso agora". Mas quantos ainda ouvem essa mensagem? Quantos veem os "refugiados ambientais" de Angra — pessoas alijadas aos barrancos escorregadios, encostas instáveis e margens de rios que reclamam de volta suas mergens, e o que de pior sobre aos que servem. São praias, ilhas, trilhas, cachoeiras e... pessoas que clamam por socorro! A especulação imobiliária é a vedete cristalinamente visível dessa tragédia. Ela não polui com lixo, mas com cercas. Não destrói só com tratores, mas também com documentos falsos e ameaças. E pior: faz isso sob o disfarce do progresso, como se privatizar a beleza fosse um direito de alguns. Mas Angra não é commodity. É herança natural que pertence a todos nós — pescadores, turistas, crianças que brincam nas ondas, artistas que cantam sua magnitude. Por isso, inspirado por "Sal da Terra", digo: uma mais um é sempre mais que dois. Bora dar um abraço coletivo nas trilhas invadidas, mostrando que a força da comunidade é maior que a ganância. Como na música, precisamos de todo mundo. Se você ama Angra, junte-se a nós. Compartilhe suas histórias, denunciae, participe. Porque, no final, como cantou Beto Guedes, o sal da terra é o amor. E que o amor por Angra nos una para proteger cada grão de areia, cada onda, cada pedaço desse chão que é nosso — e de mais ninguém. https://open.spotify.com/track/6PkaFe1OrijLrChCBGrdAY?si=nagZB-lER2K7_BAqU1yx7g
- Novidades na Pousada Caiçara: diversão, lazer e bem-estar em um só lugar
A Pousada Caiçara está de cara nova e ainda mais preparada para receber você e sua família com todo o carinho e aconchego que sempre marcaram a nossa hospitalidade. Pensando em oferecer experiências ainda mais completas, a pousada inaugurou recentemente novos espaços de lazer e relaxamento que já estão conquistando hóspedes de todas as idades. Entre os destaques está a brinquedoteca retrô , um espaço encantador que vai muito além de entreter as crianças. Criada para estimular a criatividade dos pequenos, ela também traz aquele toque nostálgico para os adultos, relembrando os tempos de infância de forma divertida e emocionante. E a diversão não para por aí! A Pousada Caiçara agora conta com uma moderna sala de jogos , equipada com mesa de tótó (pebolim), air hockey e até um fliperama recheado com os jogos mais clássicos que marcaram gerações. É o cenário perfeito para momentos de descontração em família ou entre amigos, garantindo risadas e competições saudáveis em um ambiente descontraído e acolhedor. Para quem busca relaxar e recarregar as energias, a pousada apresenta também suas novas hidromassagens e uma aconchegante sauna , ideais para renovar o corpo e a mente depois de um dia de praia, passeios ou trilhas pela exuberante Costa Verde. Tudo isso foi pensado para unir diversão, bem-estar e conforto. Todos os novos espaços da pousada são climatizados , garantindo o máximo de comodidade em qualquer época do ano, e mantendo o padrão de qualidade que sempre fez da Pousada Caiçara uma das referências em hospedagem na região. Seja em família, em casal ou com amigos, cada detalhe da sua estadia foi planejado para tornar seus dias ainda mais especiais. 👉 Venha viver essa experiência única e descobrir as novidades que a Pousada Caiçara preparou para você! Link:
- Festival “No Mesmo Barco” celebra encontros de arte e cultura em Angra
Evento terá música, artes plásticas, artesanato, literatura, dança e diversas expressões culturais nos dias 30 e 31 de agosto , com entrada gratuita A Praça Zumbi dos Palmares, no Centro de Angra dos Reis, será palco do Festival No Mesmo Barco , que promete reunir múltiplas manifestações culturais neste fim de semana. O evento acontece no sábado, dia 30, das 9h às 17h, e no domingo, 31 de agosto, das 9h às 13h. É uma produção da Trem Bão Assessoria em parceria com a chancela de Co Produção da LiveDProd. A iniciativa é viabilizada pelo edital Fomenta Festival, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, o festival conta com o apoio da Prefeitura de Angra dos Reis, por meio da Secretaria de Cultura e Patrimônio. “O Festival nasceu da vontade de mostrar que, em Angra, todos podemos remar juntos na mesma direção: a da cultura que nos une e fortalece.”, resume o co-produtor do Projeto e autor original de No Mesmo Barco festival, Ramon Pózes. O público poderá prestigiar apresentações de músicos locais, apreciar o trabalho de artistas plásticos angrenses e conferir a produção de artesãs da cidade. A programação diversificada celebra a riqueza cultural da região, valorizando talentos e promovendo o encontro entre o direito á e a cidade. “Queremos que cada apresentação e cada obra exposta seja um convite para navegar junto nesse barco da cultura. Além de celebrar a arte, o festival fortalece a economia criativa, já que os artistas plásticos e artesãos terão a oportunidade de expor e comercializar seus trabalhos. Angra tem muito talento, e este evento mostra como a cultura pode unir e transformar”, destacou Fernanda Camargo, Coordenadora de Produção do Festival. No sábado, dia 30, a música toma conta da praça com Regional Choro Caiçara, Jackson Santos, Davi Vianna, Samba Di Garota e Rodrigo Camacho . Já no domingo, 31, a programação terá Túlio Pereira e Trio, o Grupo da Apadev, Riscando o Salão e uma animada aula de dança com o professor Agnaldo Ferreira, que promete colocar o público para se movimentar. Durante os dois dias, além da tradicional feira do produtor rural, haverá também exposição de telas dos artistas David Pedrosa e Cassinha , além da distribuição de livros históricos do Ateneu Angrense de Letras e Artes, ampliando ainda mais o leque cultural do festival. Serviço Festival No Mesmo Barco Local: Praça Zumbi dos Palmares – Centro, Angra dos Reis Dias: 30/08, das 09h às 17h e 31/08, das 09h às 13h.
- Viva Angra dos Reis: novo apartamento disponível para temporada
Angra dos Reis é um dos destinos mais procurados do litoral sul fluminense, com suas praias paradisíacas, ilhas deslumbrantes e uma atmosfera acolhedora que encanta visitantes de todas as partes do mundo. E agora você pode aproveitar tudo isso com muito mais conforto e praticidade! Acaba de ser disponibilizado para temporada um apartamento moderno, aconchegante e super bem localizado em Angra dos Reis . Conforto e praticidade O imóvel conta com: 2 quartos amplos com camas confortáveis Sala de estar arejada , ideal para relaxar após um dia de passeio Cozinha equipada para preparar refeições com praticidade Wi-Fi para quem precisa se manter conectado Vaga de garagem e fácil acesso às principais vias da cidade Localização privilegiada O apartamento fica próximo ao Shopping Piratas , centro da cidade e com acesso facilitado para as praias e passeios de barco, tornando-se perfeito tanto para quem busca dias de lazer quanto para estadias mais longas. Reserve já! Seja para curtir férias em família, uma escapada romântica ou até mesmo uma viagem de negócios, este apartamento é a escolha certa. 👉 Confira todas as fotos, valores e disponibilidade no Airbnb: https://www.airbnb.com.br/rooms/1158864597972591042?check_in=2025-09-03&check_out=2025-09-05&search_mode=regular_search&adults=1&children=0&infants=0&pets=0&source_impression_id=p3_1756840493_P3-FIW5d5is_tjI4&previous_page_section_name=1000&federated_search_id=fd3eefd0-0246-4469-9457-7a203820b2e0
- A Canção do Amor Silencioso: Uma Crônica sobre "Lord Is It Mine"
O convite chegou como uma declaração de princípios. Eu e Taysa, minha nora, fomos escolhidos para conduzir o cerimonial do casamento de Marcus Eduardo, meu filho, e Verônica, uma filha que ganhei. A razão? Não integrávamos nenhuma comunidade eclesiástica, não éramos especialistas em ritualísticas de igrejas. Éramos, simplesmente, duas pessoas que acreditavam no amor como força superior. Enquanto preparávamos o texto para a cerimônia, uma melodia antiga ecoava em minha mente: "Lord Is It Mine" do Supertramp. O compositor e vocalista da banda, Roger Hodgson, questionava se existiria um lugar silencioso de serenidade que pudesse ser seu, e eu compreendi que estávamos prestes a criar esse espaço para os noivos. No dia da celebração, observei Marcus e Verônica. Sete anos se escolhendo, construindo um amor que já era casamento há muito tempo, mas que agora queriam celebrar coletivamente. Enquanto eles trocavam olhares, lembrei dos versos: "Vejo que não há nada a ganhar / Nesta hora de escuridão / Nenhuma necessidade de lutar". A verdadeira paz não estava na luta por reconhecimento externo, mas no refúgio que haviam construído um no outro. Taysa começou a falar, e sua voz ecoava como o clarinete suave da canção: "Não estamos aqui para validar uma união perante instituições, mas para celebrar o que já existe - o amor que encontraram em si mesmos e que transborda para todos nós". Enquanto isso, eu pensava na jornada de autoconhecimento que os havia trazido até ali. Como a música sugere, "um tempo de tristeza é um tempo para entender". Marcus e Verônica haviam enfrentado dúvidas e pressões - dos que indagavam por que esperaram sete anos, dos "sabotadores da fé" (especialmente da noiva, uma mulher católica) que sempre questionam caminhos diferentes. Verônica, ao fazer seus votos, disse algo que ecoou profundamente: "Encontrei em Marcus não um completor, mas um espelho que me mostrou o amor que já habitava em mim". Ela havia entendido que o "lugar silencioso" de que fala a canção não é externo, mas interno - e que compartilhá-lo com alguém é expandi-lo, não dividí-lo. No final da cerimônia, perdido em pensamentos e emoções, quase me esqueci do momento em que os noivos trocavam as alianças. Mas, naquele momento em que Taysa me corrigiu, compreendi o verso "mil vozes tentando ser ouvidas" não como um grito desesperado, mas como o sussurro coletivo de amor que nos conecta e reconecta. Os noivos não precisavam de intermediários para validar seu amor porque haviam feito o trabalho mais difícil: olhar para dentro e reconhecer sua própria centelha divina. Como a música questiona "Is it mine?", eles haviam respondido "Sim, é nosso" - não por direito, mas por autoconhecimento. Enquanto todos celebravam, percebi que a verdadeira força superior não está em dogmas ou rituais vazios, mas no amor que nos liga - amor próprio, amor pelo outro, amor pelo coletivo. Amor. Amor. Assim como "Lord Is It Mine" fala da busca por um refúgio espiritual, Marcus e Verônica nos mostraram que esse santuário existe quando nos damos permissão para conhecer e amar nossa essência mais pura, sem intermediários que distorcem ou limitam essa conexão. A celebração terminou, mas a mensagem permaneceu: o amor é a força, e alcançá-lo depende fundamentalmente da coragem de nos conhecermos. Os sabotadores da fé - sejam instituições, pessoas ou nossas próprias dúvidas - perdem poder quando descobrimos que a divindade que buscamos lá fora sempre esteve dentro de nós, esperando ser reconhecida e celebrada. https://open.spotify.com/intl-pt/track/3AUpYeScJOpYf8psTIz62l?si=c8144d1e63a2472c
- ESCUTA SÓ: "Coming Around Again": Uma Canção, Duas Vozes e as Ondas da Memória
ESCUTA SÓ A primeira vez que ouvi "Coming Around Again" , o rádio da cozinha sussurrava a melodia como quem conta um segredo. Era final dos anos 80, e eu, um adolescente recém-chegado a Angra dos Reis, ainda carregava o pó das ruas sem calçamento de Barra do Piraí nos sapatos. Mas ali, diante do mar, tudo era novo — inclusive a música. Carly Simon cantava sobre coisas que eu ainda não entendia direito: "Baby sneezes, mommy pleases, daddy breezes in" . Havia um tom de ironia doce naquela letra, uma aceitação de que a vida era feita de recomeços, mesmo quando tudo parecia desmoronar. Eu não sabia, então, que aquela canção seria a trilha sonora de minhas próprias descobertas — as trilhas pelas encostas, as primeiras investidas no rádio, os programas noturno de Fábio Iarede, que pareciam escolher cada acorde só para mim. Ouça a versão original enquanto lê: Coming Around Again – Carly Simon Antes de Angra, o rádio AM era minha janela para o mundo. Os comunicadores não apenas tocavam hits; eles explicavam o contexto por trás deles. Debates, entrevistas, análises sobre fatos, pessoas e coisas — tudo me ensinava a escutar além do óbvio. Quando "Coming Around Again" entrou em rotação, eu já estava treinado para decifrar suas camadas. Era uma música sobre ciclos, sobre amor que se refaz mesmo quando quebra. E eu, naquela época, começava a entender que a vida também era assim: cheia de repetições e pequenas revoluções. A cada final de tarde, quando a emissora local - (Rádio Costazul FM) a colocava no ar, eu aumentava o volume — não queria perder nenhum detalhe do piano, nenhum suspiro da voz de Carly. Quase quatro décadas depois, Alanis Morissette resgatou essa melodia e a tingiu com sua voz áspera e cheia de verdades. Se a versão original era um acalanto nostálgico, a dela é um lembrete: "Sim, tudo volta. Mas você não é mais o mesmo." Agora, mergulhe na releitura de Alanis Morissette E assim, entre Carly e Alanis, entre o adolescente que eu fui e o adulto que sou, a música continua a mesma — mas eu, definitivamente, não. E talvez seja isso que ela sempre quis dizer: "I know nothing stays the same, but if you're willing to play the game, it's coming around again." *Crônica para ser lida em loop, como a própria vida.










