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  • Documentário Ilha Viva – Raízes e Renovação

    O documentário Ilha Viva – Raízes e Renovação teve sua estreia em grande estilo, levando emoção e reflexão para dentro da sala de aula. As exibições aconteceram na escola da Ilha Grande, especialmente para os alunos do 6º ano, que vibraram ao ver sua própria história, tradições e identidade cultural ganharem vida na tela. Idealizado pelo músico, artesão e fazedor de cultura Jackson Santos, carinhosamente conhecido como o Sanfoneiro da Ilha, o projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG) na cidade de Angra dos Reis. Jackson, que há anos dedica sua trajetória à valorização da cultura popular, reforça que este trabalho é um convite para que as novas gerações se reconheçam e se orgulhem de suas raízes. Mais do que um filme, Ilha Viva é um mergulho na memória coletiva da Ilha Grande — suas danças, histórias e personagens que mantêm viva a alma caiçara. Segundo Jackson, “preservar a cultura é garantir que nossos filhos e netos saibam de onde vieram e, assim, possam caminhar com mais força para o futuro.” Ilha Viva - Raízes e Renovação A direção do documentário ficou por conta de Ramon Pózes e da produtora LiveD Prod, que transformaram as narrativas locais em cinema, aproximando tradição e renovação com uma linguagem acessível e emocionante. “Queremos que os jovens não apenas assistam, mas se reconheçam e se sintam parte desse legado cultural” , reforça Ramon. A coordenação da produção contou com a sensibilidade de Majuh Medeiros, produtora cultural, que trouxe um olhar apurado para cada detalhe do projeto. “Nosso objetivo é que o Ilha Viva não seja apenas um registro, mas um presente para a comunidade e para todos que amam a cultura popular. Queremos que cada pessoa se sinta parte dessa história” , destaca Majuh Medeiros. O documentário também se preocupa com a acessibilidade: conta com legendas em Português, Inglês e Espanhol, além de interpretação em Libras, tornando essa experiência cultural inclusiva e acessível para diferentes públicos. O impacto da estreia mostrou que o objetivo foi alcançado: os alunos não apenas assistiram, mas se emocionaram, refletiram e compartilharam a importância de manter viva a identidade cultural da Ilha. O documentário seguirá em exibição em outras escolas da região e também estará disponível nas redes sociais da LiveD Prod, ampliando o alcance dessa mensagem de pertencimento e valorização cultural. 📲 Acompanhe mais sobre o projeto no Instagram @livedprod e no canal do YouTube da produtora.

  • Escuta Só - SAL DA TERRA, SAL DE ANGRA

    Há uma cidade onde o mar beija a montanha e o céu se reflete em 365 ilhas. Angra dos Reis já foi cenário de novelas, filmes e sonhos. É a terra da Ilha Grande, das praias de areia dourada e das trilhas que levam a segredos escondidos na Mata Atlântica. Mas esse paraíso, generoso e belo, está sendo silenciosamente roubado de nós. Lembro-me da primeira vez que ouvi "Sal da Terra" , de Beto Guedes. A voz doce do artista, traduzindo um grito urgente, ecoava: "Terra, estão te maltratando por dinheiro". Na época, eu pensava na poluição dos rios, no desmatamento distante. Hoje, vejo que a letra é um espelho de Angra: a ganância imobiliária avança sobre praias, ilhas e trilhas que nunca deveriam ter dono. Em Freguesia de Santana, o gradio avança sobre a areia. Na Praia dos Meros, cães ferozes e vários outros cenários, homens armados afastam turistas e moradores. São como fariseus modernos, que cercam o paraíso e vendem o que é de todos. Eles agem na sombra, sem blitz policial que os detenha (esses sujeitos nem rodam pelas estradas...), como se a lei não chegasse às suas fortalezas de concreto e egoísmo. Beto Guedes já alertava: "Vamos precisar de todo mundo para banir do mundo a opressão" (...) e "recriar o paraíso agora". Mas quantos ainda ouvem essa mensagem? Quantos veem os "refugiados ambientais" de Angra — pessoas alijadas aos barrancos escorregadios, encostas instáveis e margens de rios que reclamam de volta suas mergens, e o que de pior sobre aos que servem. São praias, ilhas, trilhas, cachoeiras e... pessoas que clamam por socorro! A especulação imobiliária é a vedete cristalinamente visível dessa tragédia. Ela não polui com lixo, mas com cercas. Não destrói só com tratores, mas também com documentos falsos e ameaças. E pior: faz isso sob o disfarce do progresso, como se privatizar a beleza fosse um direito de alguns. Mas Angra não é commodity. É herança natural que pertence a todos nós — pescadores, turistas, crianças que brincam nas ondas, artistas que cantam sua magnitude. Por isso, inspirado por "Sal da Terra", digo: uma mais um é sempre mais que dois. Bora dar um abraço coletivo nas trilhas invadidas, mostrando que a força da comunidade é maior que a ganância. Como na música, precisamos de todo mundo. Se você ama Angra, junte-se a nós. Compartilhe suas histórias, denunciae, participe. Porque, no final, como cantou Beto Guedes, o sal da terra é o amor. E que o amor por Angra nos una para proteger cada grão de areia, cada onda, cada pedaço desse chão que é nosso — e de mais ninguém. https://open.spotify.com/track/6PkaFe1OrijLrChCBGrdAY?si=nagZB-lER2K7_BAqU1yx7g

  • Novidades na Pousada Caiçara: diversão, lazer e bem-estar em um só lugar

    A Pousada Caiçara está de cara nova e ainda mais preparada para receber você e sua família com todo o carinho e aconchego que sempre marcaram a nossa hospitalidade. Pensando em oferecer experiências ainda mais completas, a pousada inaugurou recentemente novos espaços de lazer e relaxamento que já estão conquistando hóspedes de todas as idades. Entre os destaques está a brinquedoteca retrô , um espaço encantador que vai muito além de entreter as crianças. Criada para estimular a criatividade dos pequenos, ela também traz aquele toque nostálgico para os adultos, relembrando os tempos de infância de forma divertida e emocionante. E a diversão não para por aí! A Pousada Caiçara agora conta com uma moderna sala de jogos , equipada com mesa de tótó (pebolim), air hockey e até um fliperama recheado com os jogos mais clássicos que marcaram gerações. É o cenário perfeito para momentos de descontração em família ou entre amigos, garantindo risadas e competições saudáveis em um ambiente descontraído e acolhedor. Para quem busca relaxar e recarregar as energias, a pousada apresenta também suas novas hidromassagens  e uma aconchegante sauna , ideais para renovar o corpo e a mente depois de um dia de praia, passeios ou trilhas pela exuberante Costa Verde. Tudo isso foi pensado para unir diversão, bem-estar e conforto. Todos os novos espaços da pousada são climatizados , garantindo o máximo de comodidade em qualquer época do ano, e mantendo o padrão de qualidade que sempre fez da Pousada Caiçara uma das referências em hospedagem na região. Seja em família, em casal ou com amigos, cada detalhe da sua estadia foi planejado para tornar seus dias ainda mais especiais. 👉 Venha viver essa experiência única e descobrir as novidades que a Pousada Caiçara preparou para você! Link:

  • Festival “No Mesmo Barco” celebra encontros de arte e cultura em Angra

    Evento terá música, artes plásticas, artesanato, literatura, dança e diversas expressões culturais nos dias 30 e 31 de agosto , com entrada gratuita A Praça Zumbi dos Palmares, no Centro de Angra dos Reis, será palco do Festival No Mesmo Barco , que promete reunir múltiplas manifestações culturais neste fim de semana. O evento acontece no sábado, dia 30, das 9h às 17h, e no domingo, 31 de agosto, das 9h às 13h. É uma produção da Trem Bão Assessoria em parceria com a chancela de Co Produção da LiveDProd. A iniciativa é viabilizada pelo edital Fomenta Festival, da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, o festival conta com o apoio da Prefeitura de Angra dos Reis, por meio da Secretaria de Cultura e Patrimônio. “O Festival nasceu da vontade de mostrar que, em Angra, todos podemos remar juntos na mesma direção: a da cultura que nos une e fortalece.”, resume o co-produtor do Projeto e autor original de No Mesmo Barco festival, Ramon Pózes. O público poderá prestigiar apresentações de músicos locais, apreciar o trabalho de artistas plásticos angrenses e conferir a produção de artesãs da cidade. A programação diversificada celebra a riqueza cultural da região, valorizando talentos e promovendo o encontro entre o direito á e a cidade. “Queremos que cada apresentação e cada obra exposta seja um convite para navegar junto nesse barco da cultura. Além de celebrar a arte, o festival fortalece a economia criativa, já que os artistas plásticos e artesãos terão a oportunidade de expor e comercializar seus trabalhos. Angra tem muito talento, e este evento mostra como a cultura pode unir e transformar”, destacou Fernanda Camargo, Coordenadora de Produção do Festival. No sábado, dia 30, a música toma conta da praça com Regional Choro Caiçara, Jackson Santos, Davi Vianna, Samba Di Garota e Rodrigo Camacho . Já no domingo, 31, a programação terá Túlio Pereira e Trio, o Grupo da Apadev, Riscando o Salão e uma animada aula de dança com o professor Agnaldo Ferreira, que promete colocar o público para se movimentar. Durante os dois dias, além da tradicional feira do produtor rural, haverá também exposição de telas dos artistas David Pedrosa e Cassinha , além da distribuição de livros históricos do Ateneu Angrense de Letras e Artes, ampliando ainda mais o leque cultural do festival. Serviço Festival No Mesmo Barco Local: Praça Zumbi dos Palmares – Centro, Angra dos Reis Dias: 30/08, das 09h às 17h e 31/08, das 09h às 13h.

  • Viva Angra dos Reis: novo apartamento disponível para temporada

    Angra dos Reis é um dos destinos mais procurados do litoral sul fluminense, com suas praias paradisíacas, ilhas deslumbrantes e uma atmosfera acolhedora que encanta visitantes de todas as partes do mundo. E agora você pode aproveitar tudo isso com muito mais conforto e praticidade! Acaba de ser disponibilizado para temporada um apartamento moderno, aconchegante e super bem localizado em Angra dos Reis . Conforto e praticidade O imóvel conta com: 2 quartos amplos  com camas confortáveis Sala de estar arejada , ideal para relaxar após um dia de passeio Cozinha equipada  para preparar refeições com praticidade Wi-Fi  para quem precisa se manter conectado Vaga de garagem e fácil acesso às principais vias da cidade Localização privilegiada O apartamento fica próximo ao Shopping Piratas , centro da cidade e com acesso facilitado para as praias e passeios de barco, tornando-se perfeito tanto para quem busca dias de lazer quanto para estadias mais longas. Reserve já! Seja para curtir férias em família, uma escapada romântica ou até mesmo uma viagem de negócios, este apartamento é a escolha certa. 👉 Confira todas as fotos, valores e disponibilidade no Airbnb: https://www.airbnb.com.br/rooms/1158864597972591042?check_in=2025-09-03&check_out=2025-09-05&search_mode=regular_search&adults=1&children=0&infants=0&pets=0&source_impression_id=p3_1756840493_P3-FIW5d5is_tjI4&previous_page_section_name=1000&federated_search_id=fd3eefd0-0246-4469-9457-7a203820b2e0

  • A Canção do Amor Silencioso: Uma Crônica sobre "Lord Is It Mine"

    O convite chegou como uma declaração de princípios. Eu e Taysa, minha nora, fomos escolhidos para conduzir o cerimonial do casamento de Marcus Eduardo, meu filho, e Verônica, uma filha que ganhei. A razão? Não integrávamos nenhuma comunidade eclesiástica, não éramos especialistas em ritualísticas de igrejas. Éramos, simplesmente, duas pessoas que acreditavam no amor como força superior. Enquanto preparávamos o texto para a cerimônia, uma melodia antiga ecoava em minha mente: "Lord Is It Mine" do Supertramp. O compositor e vocalista da banda, Roger Hodgson, questionava se existiria um lugar silencioso de serenidade que pudesse ser seu, e eu compreendi que estávamos prestes a criar esse espaço para os noivos. No dia da celebração, observei Marcus e Verônica. Sete anos se escolhendo, construindo um amor que já era casamento há muito tempo, mas que agora queriam celebrar coletivamente. Enquanto eles trocavam olhares, lembrei dos versos: "Vejo que não há nada a ganhar / Nesta hora de escuridão / Nenhuma necessidade de lutar". A verdadeira paz não estava na luta por reconhecimento externo, mas no refúgio que haviam construído um no outro. Taysa começou a falar, e sua voz ecoava como o clarinete suave da canção: "Não estamos aqui para validar uma união perante instituições, mas para celebrar o que já existe - o amor que encontraram em si mesmos e que transborda para todos nós". Enquanto isso, eu pensava na jornada de autoconhecimento que os havia trazido até ali. Como a música sugere, "um tempo de tristeza é um tempo para entender". Marcus e Verônica haviam enfrentado dúvidas e pressões - dos que indagavam por que esperaram sete anos, dos "sabotadores da fé" (especialmente da noiva, uma mulher católica) que sempre questionam caminhos diferentes. Verônica, ao fazer seus votos, disse algo que ecoou profundamente: "Encontrei em Marcus não um completor, mas um espelho que me mostrou o amor que já habitava em mim". Ela havia entendido que o "lugar silencioso" de que fala a canção não é externo, mas interno - e que compartilhá-lo com alguém é expandi-lo, não dividí-lo. No final da cerimônia, perdido em pensamentos e emoções, quase me esqueci do momento em que os noivos trocavam as alianças. Mas, naquele momento em que Taysa me corrigiu, compreendi o verso "mil vozes tentando ser ouvidas" não como um grito desesperado, mas como o sussurro coletivo de amor que nos conecta e reconecta. Os noivos não precisavam de intermediários para validar seu amor porque haviam feito o trabalho mais difícil: olhar para dentro e reconhecer sua própria centelha divina. Como a música questiona "Is it mine?", eles haviam respondido "Sim, é nosso" - não por direito, mas por autoconhecimento. Enquanto todos celebravam, percebi que a verdadeira força superior não está em dogmas ou rituais vazios, mas no amor que nos liga - amor próprio, amor pelo outro, amor pelo coletivo. Amor. Amor. Assim como "Lord Is It Mine" fala da busca por um refúgio espiritual, Marcus e Verônica nos mostraram que esse santuário existe quando nos damos permissão para conhecer e amar nossa essência mais pura, sem intermediários que distorcem ou limitam essa conexão. A celebração terminou, mas a mensagem permaneceu: o amor é a força, e alcançá-lo depende fundamentalmente da coragem de nos conhecermos. Os sabotadores da fé - sejam instituições, pessoas ou nossas próprias dúvidas - perdem poder quando descobrimos que a divindade que buscamos lá fora sempre esteve dentro de nós, esperando ser reconhecida e celebrada. https://open.spotify.com/intl-pt/track/3AUpYeScJOpYf8psTIz62l?si=c8144d1e63a2472c

  • ESCUTA SÓ: "Coming Around Again": Uma Canção, Duas Vozes e as Ondas da Memória

    ESCUTA SÓ A primeira vez que ouvi "Coming Around Again" , o rádio da cozinha sussurrava a melodia como quem conta um segredo. Era final dos anos 80, e eu, um adolescente recém-chegado a Angra dos Reis, ainda carregava o pó das ruas sem calçamento de Barra do Piraí nos sapatos. Mas ali, diante do mar, tudo era novo — inclusive a música. Carly Simon cantava sobre coisas que eu ainda não entendia direito: "Baby sneezes, mommy pleases, daddy breezes in" . Havia um tom de ironia doce naquela letra, uma aceitação de que a vida era feita de recomeços, mesmo quando tudo parecia desmoronar. Eu não sabia, então, que aquela canção seria a trilha sonora de minhas próprias descobertas — as trilhas pelas encostas, as primeiras investidas no rádio, os programas noturno de Fábio Iarede, que pareciam escolher cada acorde só para mim. Ouça a versão original enquanto lê: Coming Around Again – Carly Simon Antes de Angra, o rádio AM era minha janela para o mundo. Os comunicadores não apenas tocavam hits; eles explicavam o contexto por trás deles. Debates, entrevistas, análises sobre fatos, pessoas e coisas — tudo me ensinava a escutar além do óbvio. Quando "Coming Around Again" entrou em rotação, eu já estava treinado para decifrar suas camadas. Era uma música sobre ciclos, sobre amor que se refaz mesmo quando quebra. E eu, naquela época, começava a entender que a vida também era assim: cheia de repetições e pequenas revoluções. A cada final de tarde, quando a emissora local - (Rádio Costazul FM) a colocava no ar, eu aumentava o volume — não queria perder nenhum detalhe do piano, nenhum suspiro da voz de Carly. Quase quatro décadas depois, Alanis Morissette resgatou essa melodia e a tingiu com sua voz áspera e cheia de verdades. Se a versão original era um acalanto nostálgico, a dela é um lembrete: "Sim, tudo volta. Mas você não é mais o mesmo." Agora, mergulhe na releitura de Alanis Morissette E assim, entre Carly e Alanis, entre o adolescente que eu fui e o adulto que sou, a música continua a mesma — mas eu, definitivamente, não. E talvez seja isso que ela sempre quis dizer: "I know nothing stays the same, but if you're willing to play the game, it's coming around again." *Crônica para ser lida em loop, como a própria vida.

  • Quando o Tambor Une Vozes: A Fé e a Resistência nas Cantigas Afro-Brasileiras

    CAMINHOS DA SERRA Nas diversas expressões culturais do povo negro no Brasil, os toques e cantigas, ainda que diferentes, guardam semelhanças profundas. A capoeira, o jongo e as comunidades de terreiro, cada uma com sua identidade, também carregam influências do catolicismo popular, fruto do encontro e da resistência que marcaram nossa história. O que todas têm em comum é a forma de transmitir mensagens, sempre através de cantigas e ritmos. Essa linguagem musical foi, por muito tempo, um código de comunicação. Na capoeira, por exemplo, existia um toque específico para avisar que a polícia estava se aproximando, em tempos em que a prática era proibida, garantindo que os negros nunca fossem pegos de surpresa. Entre tantas cantigas, há uma em especial que atravessa diferentes manifestações, aparecendo na Folia de Reis, no jongo, na Umbanda e na própria capoeira. Ela diz: “Oi Deus nos salve a casa santa, êô Onde fez a morada, êô Deus nos salve o cálice bento, êô E a hóstia consagrada, êêêôôô” Mais do que versos, são palavras que carregam fé, ancestralidade e união, provando que, mesmo em caminhos diferentes, a batida do tambor e a força da voz mantêm viva a memória e a identidade de um povo.

  • Portas Abertas para o Paraíso

    Com belas praias, trilhas, cachoeiras e ilhas paradisíacas, Mangaratiba é o início de uma jornada inesquecível pela Costa Verde. Muita gente passa por Mangaratiba a caminho de outros destinos e nem imagina o tesouro que está deixando pra trás. Situada no início da Costa Verde fluminense, a cidade é um convite a desacelerar e aproveitar o melhor da natureza com tranquilidade e autenticidade. Com seu litoral recortado e preservado, Mangaratiba possui dezenas de praias, como a Praia do Sahy, Ibicuí, Junqueira e Conceição de Jacareí. O mar calmo e transparente convida ao banho e ao descanso sob a sombra das amendoeiras. O município é uma das principais portas de acesso à Ilha Grande, com embarque diário para quem busca aventuras ou momentos de paz em meio ao mar. Mas quem escolhe ficar por ali mesmo, encontra um destino completo: passeios de barco, mergulho, pesca esportiva, trilhas pela Mata Atlântica e lindas cachoeiras escondidas, como a do Véu de Noiva. Mangaratiba também preserva casarões coloniais, igrejas antigas e memórias do ciclo do café e do ouro, que ajudam a contar um pedaço importante da história do Brasil. CURIOSIDADE: Mangaratiba foi cenário de novelas, filmes e até lar de artistas famosos. Sua beleza natural já serviu de pano de fundo para grandes produções da TV brasileira. ENTÃO: Se você busca sossego, paisagens deslumbrantes e fácil acesso à Ilha Grande, Mangaratiba é o ponto de partida ideal. E o melhor: muitas belezas ainda estão fora das rotas tradicionais do turismo de massa. O Soul Costa Verde  convida você a redescobrir esse paraíso escondido, com calma e olhos atentos.

  • Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty 2025: Tradição, sabor e resistência caiçara

    De 14 a 17 de agosto de 2025, Paraty vira cenário de uma celebração ímpar da cultura, história e gastronomia local com o tradicional Festival da Cachaça, Cultura e Sabores de Paraty, agora em sua 43ª edição. Uma festa em cada copo A entrada é gratuita, o que torna tudo ainda mais democrático e acolhedor. Os principais alambiques da região — produtores que carregam tradições ancestrais desde o século XVI — estarão reunidos, oferecendo degustação de cachaças autênticas, ao mesmo tempo em que valorizam métodos que são patrimônio cultural e afetivo de Paraty. Programação que une paladar, arte e tradição O coração do festival é uma praça de convivência gastronômica, com música ao vivo, shows locais e uma programação que valoriza o saber caiçara e a cultura da cachaça. E tem mais: Aulas-show com chefs e mestres da coquetelaria, como Rô Gouveia, criando receitas inusitadas como Brigadeiro de Gabriela e Penne com molho de funghi e cachaça Oficinas criativas: coquetéis com temperos regionais e pratos flambados. Cultura viva: rodas de conversa com mulheres alambiqueiras, sambas, cortejos com bonecos gigantes, cavalgada, cinema ao ar livre e programas gastronômicos colaborativos com comunidades tradicionais. Programação destacada: Quinta (14/08) – Dança Xiba Cateretê da Tarituba e abertura com ciranda elétrica e Érica Carvalho. Sexta (15/08) – Feira de alambiques durante o dia; Rô Gouveia, shows com Igor Yamas e Thiago Martins à noite. Sábado (16/08) – Aula-show sobre cachamissú; roda de conversa; samba de raiz; cortejo cultural; encerramento com Milton Guedes. Domingo (17/08) – Gastronomia criativa com Débora Cristina; culinária das comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras; samba com Rosena; oficina sobre sabores da terra e do mar. Cultura caiçara que ecoa além de copos Paraty não é só cartão-postal. É UNESCO Cidade Criativa da Gastronomia e Patrimônio Cultural e Natural Mundial, integrando centenários saberes agrícolas, caiçaras e quilombolas em harmonia com a natureza. Soul Costa Verde estará por lá! Nossa equipe vai acompanhar de pertinho esse mergulho de sabores, saberes e smiles caiçaras. Preparem-se para muitas fotos, histórias saborosas e, claro, aquela caninha amiga que homenageia uma das tradições mais afetivas do litoral fluminense.

  • Entre nomes trocados, histórias esquecidas e uma cidade que resiste

    Você já ouviu falar que Rio Claro já teve outro nome? Pois é… nem todo mundo sabe, mas esse cantinho do interior do Rio já se chamou Itaverá ! E não para por aí. Teve até uma cidade vizinha, São João Marcos, que foi incorporada ao território. Bora entender esse enredo digno de novela histórica? A história começa lá no século XVIII, quando o desbravador Simão da Cunha Gago — nome forte, né? — veio pelas bandas da Paraíba Nova , como chamavam a região onde hoje fica Resende. Por lá, em 1733, João Machado Pereira montou sua fazenda e logo construiu uma capelinha dedicada a São João Marcos. Pronto! Estava plantada a sementinha do que viria a ser uma importante comunidade da região. Com o tempo, essa pequena vila foi crescendo, virou freguesia em 1755, e no fim do século já tinha até igreja de respeito, reunindo cada vez mais gente em torno dela. O lugar passou a se chamar São João do Príncipe  — nome de realeza, diga-se de passagem! Por muito tempo, Rio Claro e São João do Príncipe seguiram caminhos paralelos, cada um crescendo no seu ritmo. Mas aí veio o boom do café. Aí, meu amigo… a região bombou! Fazendas brotando por todo lado, casarões imponentes sendo erguidos, dinheiro circulando — foi uma época de ouro! Mas como tudo na vida, as marés mudam. Com o fim da escravidão e o café migrando para São Paulo, as coisas começaram a esfriar. Rio Claro se virou bem, trocando café por gado leiteiro. Já São João Marcos não teve a mesma sorte. Ficou fora das rotas rodoviárias e ferroviárias, perdeu força… e acabou sendo incorporada a Rio Claro em 1938. E lembra do Itaverá  que falei lá no começo? Pois é, entre 1943 e 1956, Rio Claro adotou esse nome temporariamente. E teve mais mudança: a vila que antes era chamada de Santo Antônio do Capivari , depois virou Parado , e hoje atende por Lídice . Ufa! Quantos nomes, né? A verdade é que Rio Claro tem dessas histórias que poucos contam, mas que merecem ser lembradas. Afinal, é dessas transformações, recomeços e reinvenções que se faz a alma de um lugar. E é por isso que a gente ama contar essas histórias aqui no Soul Costa Verde  — com verdade, leveza e um pouco de charme também.

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