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- Escuta Só: "Enquanto os Distraídos Amam" – O Céu de Domingo de Pedro Emílio
Escuta Só Sexta-Feira, 18h37: O Começo do Fim de Semana O apartamento ainda cheira a faxina quando ela chega. Traz na bolsa um casaco que não é dela – emprestado de algum amigo esquecido na última balada – e nos olhos aquela mistura de cansaço e alegria que só quem trabalha a semana inteira sabe reconhecer. Eu, que já estou aqui desde as cinco esperando como um cachorro de porta de aeroporto, finjo desinteresse. - Tá ouvindo o quê? Ela pergunta, jogando a bolsa no sofá. - Um tal de Pedro Emílio. - Quem? E aí, sem querer, começa a tocar "Ponta a Ponta". Sábado, 11h02: Café da Manhã com Metáforas "Mergulho num céu que não dá pé" – a letra escorre do celular enquanto ela passa manteiga no pão com gestos precisos de quem tem pressa de viver. Eu observo. - Que música é essa? Ela pergunta, mas não espera resposta. - Parece aquela vez que a gente foi pra praia e você jurou que o mar estava em cima. Eu rio. Ela também. Pedro Emílio continua cantando sobre aviões que pegam onda, e nós, distraídos, a gente se embola. Domingo, 16h48: A Despedida A mala dela está quase pronta. Sempre quase. Sempre faltando um brinco, um carregador, um beijo que não foi dado. "Toda estrela já virou concha" – a música toca baixo, como se soubesse que o fim de semana também está terminando. - Por que você gosta disso? Ela pergunta, enfiando um casaco na bolsa. - Porque ele canta como se a gente não precisasse de pé no chão. Ela para. Olha. Sorri. - Tá me chamando de distraída? - Tô chamando você de céu. Segunda-Feira, 07h15: O Mundo que Volta a Ter Pé O apartamento cheira a café solitário. Na playlist, Pedro Emílio repete: "navio atracado no céu". Eu me pergunto se ela estaria ouvindo a mesma coisa no caminho do trabalho. Se lembra do pão com manteiga de ontem. Se ainda acha que aviões podem surfar. Enquanto isso, os distraídos – aqueles que amam entre um fim de semana e outro – seguem inventando mundos onde o chão é opcional. https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SGR0g8eOTUNfpKG16N1Fe?si=92f02f61e21a4a75 Pedro Emílio – "Ponta a Ponta" (do álbum "Enquanto os Distraídos Amam", 2025). P.S.: Alguns amores só existem de sexta a domingo. E alguns discos foram feitos para preencher o silêncio entre um encontro e outro.
- A Trilha do Pico do Papagaio: uma aventura inesquecível em Ilha Grande
Ilha Grande | Pico do Papagaio Se você está em busca de uma experiência de tirar o fôlego — literalmente e figurativamente — a trilha do Pico do Papagaio , em Ilha Grande (RJ), é o destino ideal. Com seus 982 metros de altitude , esse é o segundo ponto mais alto da ilha e um dos mais desafiadores e recompensadores para os amantes da natureza, trilhas e vistas de tirar o fôlego. Localizado em meio à exuberância da Mata Atlântica , o pico atrai aventureiros de todo o país que buscam uma conexão intensa com a natureza e o privilégio de contemplar, do alto, um dos panoramas mais belos do litoral brasileiro. 🥾 Uma trilha para os fortes — mas com recompensa garantida! A subida ao Pico do Papagaio não é para iniciantes. Com trechos íngremes, pedras escorregadias e mata fechada, a caminhada pode levar entre 3 a 6 horas, dependendo do ponto de partida e do preparo físico de cada um. A dica de ouro: contratar um guia local experiente. Ele não apenas garante mais segurança, como também enriquece a trilha com histórias, curiosidades e conhecimentos da região. O que levar para a trilha: Água e lanches energéticos Protetor solar e repelente Roupas leves e confortáveis Tênis ou botas de trilha Lanterna (principalmente se for subir à noite para ver o nascer do sol) Celular ou câmera: a vista lá de cima merece ser registrada! 🌅 Um espetáculo lá do alto Ao alcançar o cume, a sensação é de conquista total. Do topo do Pico do Papagaio, é possível avistar: A Vila do Abraão A Enseada das Estrelas Dois Rios Araçatiba Ponta Grossa Ilha Jorge Grego A Ilha das Palmas Pedra da Gávea (em dias claros) E toda a Restinga da Marambaia A visão panorâmica da Baía da Ilha Grande é de encher os olhos — um cenário que mistura o azul profundo do mar com o verde vivo da floresta, tornando a trilha uma experiência mágica, espiritual e transformadora. 🛏️ Onde ficar? Dica especial: Pousada Caiçara Depois de uma trilha intensa como essa, nada melhor do que recarregar as energias em um lugar acolhedor, tranquilo e com excelente localização. Por isso, nossa dica é a Pousada Caiçara https://www.instagram.com/pousadacaicaraig/ . Localizada na charmosa Vila do Abraão, ela é o ponto de partida ideal para quem deseja explorar as belezas naturais da ilha com conforto, bom gosto e aquele atendimento acolhedor que só quem conhece Ilha Grande pode oferecer. Além de quartos aconchegantes e um delicioso café da manhã, a pousada oferece fácil acesso a outras trilhas, praias e passeios da região. Perfeita para quem quer curtir cada detalhe da Ilha com tranquilidade. @pousadacaicaraig 🌿 Viva o desafio, sinta a natureza, respire aventura! Seja você um aventureiro de primeira viagem ou um trilheiro experiente, o Pico do Papagaio é daquelas experiências que ficam na memória (e no coração). E se o plano for fazer tudo com estilo, conforto e boa energia, a Pousada Caiçara é sua melhor aliada nessa jornada. Fica o convite: prepare a mochila, escolha um bom guia local, e permita-se viver essa aventura. A Ilha Grande te espera com seus encantos — e o topo do Pico do Papagaio, com a vista mais incrível de todas.
- CUIDE DO SEU CORPO EM CASA: CONHEÇA O TRABALHO DA PROFESSORA SUSANA TARGINO
@PROFSUSIFLEX Em meio à correria do dia a dia, encontrar tempo para cuidar do corpo e da mente pode ser um desafio. Mas e se você pudesse fazer isso sem sair de casa, com orientação de uma profissional experiente, carismática e dedicada ao seu bem-estar? Essa é a proposta da Professora Susana Targino , à frente do perfil @profsusiflex no Instagram. Susana é apaixonada por movimento, qualidade de vida e autocuidado. Com uma trajetória inspiradora que começou ainda na adolescência, hoje ela comanda aulas online de alongamento, mobilidade e flexibilidade, voltadas para todas as idades e níveis de condicionamento. Seja você uma pessoa que trabalha horas sentado, alguém que sente dores constantes nas costas ou até mesmo quem busca melhorar a postura e respirar melhor, as aulas da Susi são um verdadeiro alívio para o corpo e um respiro para a mente. 💻 AULAS ONLINE, ACESSÍVEIS E PERSONALIZADAS A proposta é simples e eficaz: você treina de onde estiver, com a praticidade de uma aula online, mas com a atenção e carinho de um acompanhamento personalizado. Com movimentos suaves, técnicas seguras e um clima leve, as aulas promovem relaxamento, consciência corporal e bem-estar integral. Além disso, o ambiente das aulas é acolhedor e positivo, conduzido com empatia por alguém que realmente se importa com a saúde e evolução dos seus alunos. 📲 COMO PARTICIPAR? Você pode acompanhar as dicas, vídeos e conteúdos gratuitos no Instagram @profsusiflex https://www.instagram.com/profsusiflex/ e entrar em contato diretamente pelo WhatsApp para informações sobre turmas, horários e valores: 📞 Contato direto: (21) 96986-8863 Porque alongar é mais do que esticar o corpo — é se reconectar com ele 💫 A equipe do Soul Costa Verde apoia e valoriza iniciativas que promovem saúde, bem-estar e autocuidado, ainda mais quando são conduzidas por profissionais que colocam amor no que fazem. Parabéns, Susi, por transformar vidas com sua energia leve e inspiradora!
- Cópia de Música, Ecologia e Emoção à Beira-Mar: Ilha Grande Celebra o 22º Festival com Alma e Ritmo!
Soul Costa Verde A Ilha Grande, com sua beleza que dispensa apresentações, mostrou mais uma vez que natureza e cultura podem — e devem — caminhar juntas. Na 22ª edição do Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande , não foi só a paisagem que encantou: as boas energias, os encontros e a música tomaram conta da Vila do Abraão como ondas suaves que trazem poesia até a areia. Logo nos primeiros acordes, a atmosfera estava formada. A programação ambiental deu o tom da abertura com rodas de conversa, oficinas e exposições voltadas à conscientização ecológica, criando a ponte perfeita entre arte, educação e preservação. 🌱 E quando a música começou a ecoar pela ilha, era impossível não sentir: algo especial estava acontecendo. Teve roda de samba à beira da praia, teve gente cantando de alma lavada, teve turista virando fã de artista e morador virando guia de emoção. A seleção musical trouxe talentos do Brasil inteiro, com composições autorais que foram além do entretenimento — falaram de amor, de planeta, de identidade, de resistência. As 15 músicas finalistas foram apresentadas em shows emocionantes e premiadas em três categorias: Tema Livre , Tema Ecologia e Melhor Intérprete . E o que não faltou foi entrega. 🌟 Lenine , com sua presença visceral e canções que falam direto ao coração, entregou um show absolutamente inesquecível — foi, sem dúvida, o ponto alto para nós do Soul Costa Verde . 🎷 Milton Guedes , com sua gaita marcante, trouxe o groove e a vibração que fizeram a plate ia sair do chão. 🎤 Maria Gadú , com sua doçura e potência, arrebatou o público e emendou canções que pareciam escritas ali, com os pés na areia. A cada noite, a Vila do Abraão se transformava em um palco onde natureza e arte se abraçavam sob o mesmo céu estrelado. E pra quem se organizou com carinho, o Festival ainda teve um bônus de paz e conforto: a Pousada Caiçara foi o refúgio perfeito para os que queriam viver tudo isso sem pressa. Entre um mergulho de manhã e um show à noite, o descanso tinha nome e endereço. Se você ainda não conhece, aproveite e siga: @pousadacaicaraig — vale cada clique, cada estadia, cada nascer do sol. O Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande já deixou saudade. Mas mais do que isso: deixou sementes plantadas no coração de quem esteve lá. E que venham os próximos. Porque se tem uma certeza que levamos dessa experiência, é que a Ilha canta. E quem escuta, não esquece. 📸 Em breve, nossa galeria completa de fotos e registros do evento, aqui no Soul Costa Verde. Até a próxima travessia. —✍️ Coluna Soul Costa Verde
- Escuta Só: Éramos os três na sala
Escuta Só No final da tarde daquela quinta-feira gelada, como quem encontra um porto seguro depois de dias de mar revolto, cheguei à casa do meu filho. A nora me recebeu com aquele abraço que já vem com cheiro de café fresco e voz baixa, cheia de cumplicidade. Cecília, minha neta, estava ali — aquela pequena tempestade de risos e olhos arredondados pelo mundo — e eu, é claro, já estendia os braços antes mesmo de tirar os sapatos. Mas foi a nora quem me deu o primeiro presente da noite: resistiu aos pedidos de colo da pequena, dizendo, com uma doçura que só as mães sabem ter, "Fica com o vovô, Cecília. O colo dele está quentinho de saudade." Não há tradução possível para o que se sente quando alguém cuida do seu afeto assim, com as mãos leves. Mais tarde, o pai dela chegou. E aí, ah, aí veio a cena que nenhuma letra de música seria capaz de descrever sozinha: Cecília, de volta ao soberano colo materno, olhou para a porta e seus olhinhos — aqueles dois poços de entusiasmo — encheram-se de uma emoção tão grande que pareciam refletir o universo inteiro. Era como se, naquele instante, o mundo dela se reordenasse em torno da presença do pai. E eu, velho observador de sutilezas, pensei, é assim que se reconhece um refúgio: quando a simples chegada de alguém te faz sentir que o chão é mais firme. Depois, éramos os três na sala: eu, meu filho e Cecília, com "Sirens", do Pearl Jam, ecoando suave nas paredes. Soube que Eddie Vedder, esse irmão surfista de voz áspera e coração exposto, compôs a canção pensando na família dele como um porto — e não é que a vida se encarregou de me mostrar exatamente isso naquela noite fria? Enquanto a guitarra choramingava e o baixo marcava o passo, Cecília balançava seus brinquedos no ritmo, tentando decifrar a melodia com a sabedoria ingênua das crianças. Meu filho sorria, eu ria, e por um momento, tudo do lado de fora daquela sala parecia menos importante. "Sirens" fala do medo de perder quem a gente ama, do desejo quase desesperado de proteger os nossos. "Oh, fear is like a wilderland / Stepping stones or sinking sand", canta Vedder. O medo, ele diz, pode ser um terreno selvagem — mas o amor? O amor é a canção que a gente canta para navegar por ele. E naquela quinta fria e chuvosa, naquela sala comum, com minha neta inventando sua própria coreografia e meu filho cantarolando baixo, eu entendi: família é isso aqui. É o abraço que aquece o colo "quentinho de saudade", é o olho marejado que reconhece o seu porto seguro, é a música que embala os sobreviventes. O mundo lá fora tem sirenes de alerta, é verdade. Mas ali dentro, a gente teve "Sirens" do Pearl Jam e a nós mesmos. E, por um breve e poderoso momento, isso foi mais que suficiente. Ouça: https://open.spotify.com/track/1cAMXz9mnvrqyQLSG4KeeE?si=RRKRNP6sR7WAwmfKCTPb1g
- ESCUTA SÓ: Eu Vi o Meu Passado Passar por Mim: A Lua, a Guerra e o Círculo sem Fim
Escuta Só: Tendo a Lua - Os Paralamas do Sucesso "Eu vi o meu passado passar por mim" — e ele se parece demais com o presente. A canção Tendo a Lua, d’Os Paralamas do Sucesso , começa com essa linha que poderia ser o lamento de um povo alijado, de uma nação esgotada por ver a história se repetir como um pesadelo. Hoje, no conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, o roteiro é antigo: potências traçam linhas no mapa, controlam recursos, decidem quem pode ou não ter poder — e os céus, que deveriam ser de todos, viram rotas de mísseis. Há uma ironia cruel na forma como as guerras se repetem. O petróleo, hoje, é o que o ouro foi em outras invasões, o que o sal foi em antigas rotas de dominação. O Irã, quarto maior produtor mundial, vive sob ameaças e sanções não por ser uma ameaça real, mas por desafiar a ordem dos donos do mundo. Os mesmos que invadiram o Iraque sob falsos pretextos, que bombardearam Hiroshima em nome de um "fim justo", agora ditam quem pode ou não ter tecnologia nuclear. "O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu" — e talvez por isso mesmo seja tão perigoso. Ícaro ousou voar perto do sol com asas frágeis; Galileu foi censurado por revelar que a Terra não era o centro do universo. Hoje, quem desafia a narrativa dos poderosos é tratado como herege. Enquanto isso, a lua — eterna, distante — assiste ao mesmo espetáculo de sempre: homens em trajes de presidentes e generais brincando de deus, enquanto povos são reduzidos a números em manchetes. "Tendo a lua aquela gravidade / aonde o homem flutua" — mas a humanidade insiste em cair. Flutuamos entre breves momentos de paz e longos períodos de destruição, como se não aprendêssemos nunca. A canção dos Paralamas, sem querer, virou um manifesto não apenas sobre amor, mas sobre resistência poética. Num mundo onde o céu de Galileu é controlado por satélites espiões e drones, talvez o que sobreviva seja mesmo o céu de Ícaro: frágil, rebelde, cheio de sonhos que os generais não podem calcular. A pergunta que fica é: quando a história passar de novo, será que vamos reconhecê-la? Ou vamos deixar que a lua continue sendo, como na música, um lugar que "merecia a visita, não de militares, mas de bailarinos" — um símbolo do que poderíamos ser, se déssemos ouvidos à poesia em vez da guerra? Porque no fim, enquanto os impérios caem e se levantam, a lua permanece. E ela não escolhe lados — apenas reflete, silenciosa, a luz que ainda nos resta.
- Fotos e Fatos da História Angrense: Um Documentário Que Respira Memória e Afeto
Por Soul Costa Verde Sabe aquele tipo de obra que não apenas retrata o passado, mas o abraça com afeto, respeito e uma lente sensível? Assim é o documentário "Fatos e Fotos da História Angrense", dirigido por Ramon Pózes e produzido pela LiveD Prod, inspirado no livro de mesmo nome do fotógrafo, mergulhador e memorialista José Eduardo Riegert Galindo. Com 35 minutos de pura imersão cultural, o filme é uma verdadeira viagem no tempo pelas ruas, personagens e marcos históricos de Angra dos Reis. Mais do que contar uma história, ele nos convida a sentir Angra com outros olhos — os de quem viveu e registrou essa cidade por décadas. 📖 De livro a documentário: um encontro de gerações O projeto nasceu da amizade entre Ramon, sua esposa Majuh Medeiros (produtora e revisora da obra literária), e o autor do livro, José Eduardo. Dessa parceria, surgiu o desejo de transformar capítulos marcantes do livro em uma experiência audiovisual emocionante, como o trecho “Personagens em Destaque”, que homenageia o lendário cineasta Mário Peixoto. É neste capítulo que conhecemos Dona Almerinda, a cozinheira que acompanhou Mário por boa parte da vida, e o cineasta Ruy Solberg, amigo do autor e do cineasta, que compartilha suas memórias e visões sobre a história cultural da cidade. 🎥 O olhar de um apaixonado pela sétima arte Ramon Pózes é nascido em Teresópolis, mas encontrou na Costa Verde Fluminense seu lar definitivo. Com uma paixão pela fotografia e cinema desde os 7 anos, quando ganhou sua primeira câmera, ele traz para o documentário um olhar que mistura técnica e emoção. “Eu assistia aos filmes com meu pai pensando em como cada cena era filmada”, relembra Ramon. Essa curiosidade se transformou em vocação — e agora em uma missão: contar histórias e formar novos olhares. Além de suas produções independentes, Ramon prepara um curta-metragem autoral que se inicia ainda para este ano, e também planeja oficinas de audiovisual para jovens e adultos. “Às vezes, alguém só precisa de uma chance para descobrir o que quer ser”, afirma. 🏫 Educação, cultura e pertencimento Como contrapartida social, o documentário foi exibido gratuitamente em locais como a Escola Municipal Júlio César Larangeira, o CEJA, e a APADEV, promovendo reflexões sobre pertencimento, cultura local e identidade. Mais que assistir, os alunos puderam conversar, debater e, principalmente, se reconhecer nas histórias contadas. 🌍 Reconhecimento internacional A força do documentário ultrapassou os limites da cidade. Ele está concorrendo no DocFilmWorldFestival, na Inglaterra, com exibição prevista para outubro de 2025. 💬 Um filme, um livro, uma cidade "Fatos e Fotos da História Angrense" é mais que uma produção audiovisual. É um documento vivo, uma homenagem sensível a um povo, a uma terra e a quem dedicou a vida para preservar suas memórias. Nós, da Soul Costa Verde, seguimos aqui — prontos para celebrar cada história contada com verdade e afeto. 🎥 Esse documentário foi viabilizado com recursos da Lei Paulo Gustavo – 2023, município de Angra dos Reis. 📸 Siga a LiveD Prod: @livedprod 📩 Contato para exibições escolares e eventos: soulivedprod@gmail.com
- Escuta Só: "Sisyphus" de Andrew Bird – O Assobio que Virou Sombra no The Bear
Soul Costa Verde adverte : para uma melhor experiência, leia a matéria ao som da dica musical de Edu Fontes! A volta da praia depois de um dia de surfe tem dessas coisas: o corpo cansado, a mente leve e os fones de ouvido prontos para pescar alguma música que bata com o ritmo das ondas — ou que, pelo menos, faça o caminho de casa parecer menos longo. Foi numa dessas que "Sisyphus" , de Andrew Bird, me pegou de jeito. Não era exatamente a trilha sonora que o momento pedia (o mar pede guitarras ou um reggae contagiante), mas aquele assobio insistente, quase um eco de outro esforço infinito, grudou em mim como areia molhada. Pouco depois, descobri que a canção tinha feito o mesmo com muita gente — não por acaso, ela aparece em The Bear (série obrigatória para quem gosta de caos gastronômico e trilhas sonoras afiadas), no episódio "Sheridan" . Ali, entre panelas queimadas e crises existenciais, o violino e o assobio de Bird soam como um respiro irônico: afinal, o que é cozinhar num restaurante falido senão o próprio mito de Sísifo em versão contemporânea? A escolha foi tão certeira que virou assunto nas minhas rodas de conversa e agora aqui nessa coluna — e, cá entre nós, é difícil ouvir a música agora sem imaginar Jeremy Allen White suando sobre uma tábua de cortar. Escuta Só Mas "Sisyphus" não precisa de imagens para fazer efeito. O assobio que abre a faixa é um daqueles ganchos que o cérebro se recusa a esquecer: sobe, desce e repete, como a pedra do título. Os arranjos, porém, são tudo menos repetitivos. Um sintetizador que reproduz violinos que começam em pizzicato nervoso se abrem em cordas dramáticas, depois as teclas dão vida ao som de um piano suave que tilinta como um aviso gentil, enquanto o contrabaixo se arrasta como quem já aceitou a derrota — até que, de repente, a música explode num clímax que parece dizer: "A gente sobe o morro só pelo prazer de ver, lá de cima, o mundo que prende a gente aqui embaixo" . É impossível não se sentir arrebatado. Andrew Bird sabe brincar com mitos (o álbum "My Finest Work Yet" , de 2019, onde a faixa é a título, é cheio deles), mas "Sisyphus" é especial porque transforma o absurdo em algo bonito. Ouça no fone, de preferência depois de um dia de trabalho duro, e deixe que o assobio faça as vezes de sombra — incômoda, mas companheira. Indicação da semana: O episódio "Sheridan" de The Bear (Disney+/Star+) para ver a música em ação. E, claro, o álbum "My Finest Work Yet" na íntegra, porque Andrew Bird merece — e você também.
- Intolerância religiosa não é liberdade de expressão: é crime.
Intolerância religiosa não é liberdade de expressão: é crime. As leis que tratam de racismo, preconceito e intolerância religiosa não foram criadas para dar privilégios, mas sim para garantir proteção e dignidade a grupos historicamente marginalizados. Essas leis são fruto de uma realidade concreta: vivemos em uma sociedade marcada pelo racismo estrutural, pela exclusão social e pela perseguição a religiões de matriz africana, entre outras expressões religiosas não-hegemônicas. A cada dia, milhares de pessoas são vítimas de violência — simbólica, verbal ou física — por causa da sua fé, da sua cor, da sua origem ou da sua cultura. Não se trata de favorecer uns em detrimento de outros. Trata-se de corrigir desigualdades profundas e garantir que todas as pessoas tenham o direito de viver e manifestar sua fé sem medo, sem repressão e sem violência. Proteger não é privilegiar. É garantir que os direitos cheguem a quem mais precisa. Ser umbandista é entender que fazemos parte de uma religião que nasceu como uma ferramenta de resistência contra a opressão de um povo. Não basta apenas vestir o branco, dançar, cantar e bater palmas ao som dos tambores. A Umbanda nos ensina que, mesmo que alguém tenha outra crença ou hábitos religiosos diferentes dos nossos, continuará sendo nosso irmão. Por isso, lutamos como umbandistas por uma sociedade mais justa, mais humana e mais solidária — independente de credo. A espiritualidade que professamos nos chama ao respeito, ao acolhimento e à convivência fraterna.
- Feito de Palavras: Parto, mas deixo perfume
Vou partir... na bagagem o sonho... nos olhos a fotografia de tudo o que amei... As canções que inundaram de beleza a minha alma também levarei na memória... Comigo seguirão os bons amigos... àqueles com os quais compartilhei alegrias...melancolias e sobretudo silêncios... Vou partir... sem adeus... Deixo o aroma da alfazema que recebi de herança da mãe... como a senha com que os que me querem bem haverão de me encontrar... Vou partir... e isto é uma celebração do amar...
- Bourbon Festival Paraty: música, sabores e encontros inesquecíveis à beira-mar
Paraty , com seu casario colonial, ruas de pedra e o charme que mistura mar, serra e cultura, mais uma vez se transformou no epicentro da boa música e da boa energia com o imperdível Bourbon Festival Paraty . E claro, o Soul Costa Verde marcou presença nesse evento que é muito mais do que uma celebração sonora — é um convite à vida leve, ao riso solto e aos encontros que ficam na memória. Logo na chegada, o clima já era outro. A vibração positiva estava no ar: famílias, casais, viajantes solitários, artistas de rua, jovens curiosos e veteranos do jazz caminhavam lado a lado, embalados por uma trilha sonora que ia do soul ao blues, passando por aquela bossa nova que aquece o coração. Mas engana-se quem pensa que a experiência do Bourbon se resume aos palcos. Paraty é uma cidade que se entrega por inteiro a quem chega. E a gente se entregou junto. 🍽️ O melhor purê de aipim da minha vida (até agora) Nosso almoço foi no aconchegante e acolhedor @gininhaparaty , uma verdadeira joia da gastronomia local. Foi lá que provei, sem exagero, o melhor purê de aipim da minha vida . Cremoso, saboroso e com aquele toque de tempero caseiro que parece abraço de vó. Acompanhando o prato, um peixe frito no ponto exato — dourado por fora, macio por dentro —, servido com generosidade e simpatia. Uma experiência que alimenta o corpo e a alma. Na saída um "bom passeio, divirtam-se e volte sempre" com tanta verdade, seguida de um sorriso, que não tem jeito, retornaremos! 💎 Arte, lembrança e energia boa Paraty é também terra de arte, de histórias contadas em madeira, barro, tecido e pedra. E foi impossível resistir ao encanto dos cordões da talentosa @hanna.gogoia . Cada peça carrega uma energia única, feita com pedras naturais e um cuidado artesanal que a gente sente no olhar de quem cria. Levar uma dessas peças pra casa foi como guardar um pedacinho da cidade no peito. 🥃 Cachaça boa e atendimento melhor ainda O que seria de Paraty sem a sua tradição na cachaça? Demos aquela passada obrigatória no @emporiodacachacaparaty , e o que era pra ser uma visita rápida virou uma verdadeira aula sensorial. Degustações cheias de personalidade, prateleiras coloridas de história líquida e um atendimento que acolhe, explica, indica e encanta. É impossível sair de lá com menos de duas garrafas — e uma vontade de voltar. 🍨 Sorvete, café e gentileza Pra fechar com doçura, fomos até o delicioso @sorvetefinlandesparaty . Um festival à parte de sorvetes artesanais, sabores marcantes e o meu novo vício: o café gelado , equilibrado e perfeito pro calor da tarde. Mas o destaque, sem dúvida, vai para o atendimento. Mesmo sem nos apresentarmos, saímos com a sensação de sermos de casa. Um daqueles lugares que prova que carinho no serviço é ingrediente essencial. 🎙️ Encontros que aquecem E como se tudo isso não bastasse, ainda encontramos por lá o nosso querido colunista Edu Fontes , que estreou sua coluna “Escuta Só” no Soul Costa Verde justamente no domingo do festival. Foi um encontro espontâneo, alegre e cheio de boas conversas. Edu, que já viveu tantas ondas sonoras nas rádios do Brasil e no mar, estava ali, celebrando a música como sempre fez — de coração aberto. O Bourbon Festival Paraty 2025 foi isso: Música que arrepia, sabores que abraçam, encontros que ficam. Um dia pra guardar com carinho, celebrar o presente e renovar as esperanças nas boas vibrações que vêm por aí. Paraty nos recebeu com braços abertos e nos deixou com vontade de mais. Que venha a edição 2026 — já estamos contando os dias! 🥂 Um brinde à vida. Siga em paz.










