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- Entre nomes trocados, histórias esquecidas e uma cidade que resiste
Você já ouviu falar que Rio Claro já teve outro nome? Pois é… nem todo mundo sabe, mas esse cantinho do interior do Rio já se chamou Itaverá ! E não para por aí. Teve até uma cidade vizinha, São João Marcos, que foi incorporada ao território. Bora entender esse enredo digno de novela histórica? A história começa lá no século XVIII, quando o desbravador Simão da Cunha Gago — nome forte, né? — veio pelas bandas da Paraíba Nova , como chamavam a região onde hoje fica Resende. Por lá, em 1733, João Machado Pereira montou sua fazenda e logo construiu uma capelinha dedicada a São João Marcos. Pronto! Estava plantada a sementinha do que viria a ser uma importante comunidade da região. Com o tempo, essa pequena vila foi crescendo, virou freguesia em 1755, e no fim do século já tinha até igreja de respeito, reunindo cada vez mais gente em torno dela. O lugar passou a se chamar São João do Príncipe — nome de realeza, diga-se de passagem! Por muito tempo, Rio Claro e São João do Príncipe seguiram caminhos paralelos, cada um crescendo no seu ritmo. Mas aí veio o boom do café. Aí, meu amigo… a região bombou! Fazendas brotando por todo lado, casarões imponentes sendo erguidos, dinheiro circulando — foi uma época de ouro! Mas como tudo na vida, as marés mudam. Com o fim da escravidão e o café migrando para São Paulo, as coisas começaram a esfriar. Rio Claro se virou bem, trocando café por gado leiteiro. Já São João Marcos não teve a mesma sorte. Ficou fora das rotas rodoviárias e ferroviárias, perdeu força… e acabou sendo incorporada a Rio Claro em 1938. E lembra do Itaverá que falei lá no começo? Pois é, entre 1943 e 1956, Rio Claro adotou esse nome temporariamente. E teve mais mudança: a vila que antes era chamada de Santo Antônio do Capivari , depois virou Parado , e hoje atende por Lídice . Ufa! Quantos nomes, né? A verdade é que Rio Claro tem dessas histórias que poucos contam, mas que merecem ser lembradas. Afinal, é dessas transformações, recomeços e reinvenções que se faz a alma de um lugar. E é por isso que a gente ama contar essas histórias aqui no Soul Costa Verde — com verdade, leveza e um pouco de charme também.
- TOP 10 CACHOEIRAS INCRÍVEIS DA COSTA VERDE: UM MERGULHO ENTRE ENCANTOS, TRILHAS E TRADIÇÃO
Em meio ao verde exuberante da Mata Atlântica e ao azul hipnotizante do litoral, a Costa Verde guarda segredos cristalinos que escorrem pelas pedras, alimentam poços naturais e lavam a alma de quem se permite desbravar suas trilhas. Se as praias são os cartões-postais mais famosos, as cachoeiras são seus respiros mais puros — e, muitas vezes, surpreendentes. Selecionamos aqui 10 cachoeiras imperdíveis da região, com dicas, relatos de quem passou por elas e aquele convite que só a natureza é capaz de fazer: venha se refrescar e se reconectar. 1. Cachoeira da Feiticeira – Ilha Grande A trilha cansa, mas a recompensa é mística. Entre subidas e descidas, a mata revela uma das paisagens mais marcantes da Ilha Grande. Se bater o cansaço, desça até a Praia da Feiticeira e volte de barco — porque viver também é saber descansar. E descansar com conforto, na Ilha, nós temos a melhor dica! Dica Soul: Se estiver hospedado na Pousada Caiçara, você terá fácil acesso a essa trilha e todo o suporte necessário para uma experiência segura e inesquecível! Além de um atendimento repleto de carinho e atenção, e claro, sem contar aquela vista exuberante do deck da Pousada Caiçara e um café da manhã e da tarde, MARAVILHOSO ! 2. Cachoeira do Tobogã – Paraty Mais do que um banho, essa cachoeira oferece adrenalina: sua pedra lisa forma um escorregador natural, diversão garantida para quem gosta de emoção molhada. Um restaurante no local serve porções generosas — cenário perfeito para um dia de aventura e descanso. 3. Cachoeira Véu de Noiva – Vila Muriqui Exuberância é a palavra que define essa queda d’água. A trilha é tranquila e o lugar é delicioso. Um barzinho nas redondezas garante petiscos e aquela cervejinha gelada para fechar o passeio com sorriso e brinde. 4. Cachoeira do Irirí – Paraty Fácil acesso, beleza serena e um toque cultural: a caminhada passa pela Aldeia Pataxó, com lojinhas e banheiros ao longo do caminho. Uma parada obrigatória para quem quer natureza com significado e acolhimento. 5. Poção do Abraão – Ilha Grande - Angra dos Reis Simples e refrescante. Essa piscina natural é o refúgio certo para quem está na Vila do Abraão e quer escapar da água salgada por um tempo. Uma boa pedida para quem gosta de mergulhar na natureza — sem se afastar demais do centro. Dica Soul: Para quem se hospeda na Pousada Caiçara , esse é um passeio perfeito para o final de tarde ou uma manhã leve. 6. Cachoeira do Saco Bravo – Paraty Um espetáculo escondido entre montanhas e mar. Sua queda d’água desemboca numa piscina natural à beira do oceano. A trilha é exigente e exige guia, mas o esforço é recompensado por uma vista que beira o sagrado. Atenção: sempre verifique as condições do mar antes de entrar. 7. Cachoeira de Conceição de Jacareí – Mangaratiba Ideal para famílias e crianças, essa queda tranquila e envolvente proporciona sossego e energia renovada. Uma pausa perfeita após curtir a praia. Relaxar nunca foi tão fácil. 8. Cachoeira do Bicão – Itaguaí Além da beleza natural, tem estrutura: paga-se uma pequena taxa para acesso e há uma churrascaria ao lado — almoço completo e banho de cachoeira? Sim, por favor. Um destino democrático e saboroso. 9. Cachoeira das Borboletas – Lídice Poço profundo, água gelada e uma cascata que escorre como se fosse pintura. Um cenário encantado, onde cada pedra parece contar uma história e cada gota convida ao mergulho. 10. Cachoeira do Encanto – Zungu (Angra dos Reis) Com seus mais de 30 metros de queda, faz jus ao nome. A trilha é curta, fácil e perfeita para iniciantes ou para aqueles dias em que a vontade é grande, mas o fôlego nem tanto. Uma ótima escapada nos dias quentes — e lotados — de verão. ____________________________________________________________________________________________ Cada uma dessas cachoeiras carrega histórias , paisagens e sensações únicas. Seja no escorregador natural do Tobogã ou na meditação silenciosa diante do Saco Bravo , a Costa Verde é generosa com quem se aventura a conhecê-la além do óbvio. 🌿 Fique por dentro das dicas do SoulCostaVerde.com e transforme suas viagens em experiências transformadoras. 🌊 Guias especializados, pousadas charmosas e roteiros cheios de alma — tudo isso esperando por você. ✨ Sinta a Paz da Costa Verde. SoulCostaVerde.com
- Fundação Cacique Cobra Coral: entre a força dos espíritos e os desafios do clima
Caminhos da Serra A Fundação Cacique Cobra Coral é uma entidade espiritualista que carrega consigo uma história marcada pelo encontro entre tradição ancestral e fenômenos naturais. Criada na década de 1930, a instituição surgiu a partir da mediunidade de um homem que dizia receber orientações do espírito de um poderoso caboclo conhecido como Cacique Cobra Coral — entidade que, segundo seus seguidores, atua diretamente sobre as forças da natureza, especialmente o clima. Ao longo das décadas, a fundação se notabilizou por afirmar que pode intervir em eventos climáticos extremos, como tempestades, secas e enchentes, utilizando a mediunidade como canal de comunicação com forças espirituais ligadas à Terra e aos elementos. Essa atuação, segundo seus dirigentes, nunca envolveu cobrança de valores, mas sim parcerias com governos e instituições públicas que, em troca, se comprometem a apoiar causas sociais e ambientais indicadas pela fundação. A liderança espiritual da casa passou para as mãos da filha do fundador, que atua como médium responsável pelos trabalhos espirituais. Ela comanda as decisões da entidade em conjunto com uma pequena equipe que se dedica à organização institucional da fundação. Apesar de seu caráter místico, a organização costuma afirmar que sua atuação também considera princípios científicos, criando uma ponte entre espiritualidade e racionalidade contemporânea. Nos últimos anos, a fundação voltou ao centro de debates públicos devido à intensificação das crises climáticas no Brasil e em outros países. Em meio a enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos meteorológicos severos, muitas pessoas passaram a questionar os limites das respostas tradicionais e a buscar alternativas, inclusive no campo espiritual. Diante disso, a Fundação Cacique Cobra Coral reafirmou sua disposição de colaborar com a sociedade, oferecendo seus serviços em momentos considerados críticos. Um dos episódios mais comentados recentemente foi a decisão da entidade de reduzir suas atuações espirituais em determinadas regiões do mundo, como forma simbólica de protesto contra atitudes consideradas desrespeitosas com povos tradicionais e com a natureza. O gesto reacendeu discussões sobre até onde vai a influência das crenças no cotidiano institucional e se há espaço para o diálogo entre ciência e espiritualidade na gestão de problemas coletivos. Para os que creem, a fundação representa um elo legítimo entre os saberes ancestrais e as urgências do presente. Para os céticos, ela é mais um exemplo das muitas manifestações de fé que cruzam o imaginário brasileiro. Mas, independentemente do ponto de vista, é inegável que a Fundação Cacique Cobra Coral ocupa um lugar único: o de tentar harmonizar o invisível com o que mais se vê — o desequilíbrio da natureza e a busca por equilíbrio no mundo.
- Guardiã da Memória e da Cultura de Mangaratiba
Preservando o passado para inspirar o futuro, a Fundação é símbolo de resistência cultural na Costa Verde. Mangaratiba guarda em suas ruas e paisagens não só belezas naturais, mas também preciosidades históricas. Um dos maiores símbolos dessa memória viva é a Fundação Mario Peixoto (FMP) — uma entidade cultural que há décadas vem promovendo a valorização e proteção do patrimônio artístico, histórico e ambiental do município. A história da Fundação começa oficialmente em 29 de dezembro de 1986 , mas sua origem remonta a uma preocupação que já pairava sobre os moradores e autoridades locais: a deterioração de um prédio histórico na principal rua do Distrito-Sede, o famoso Solar Barão de Sahy , construído ainda na primeira metade do século XIX. Foi diante da necessidade urgente de preservar esse símbolo da cidade que nasceu a ideia de criar uma entidade cultural. Em 1985, o prédio foi declarado de utilidade pública, abrindo caminho para sua desapropriação e posterior restauração. A partir disso, foi criada a Fundação, que recebeu o nome do cineasta Mario Peixoto , responsável pelo aclamado filme LIMITE — rodado inteiramente em Mangaratiba e reconhecido como uma das maiores obras do cinema experimental brasileiro. Muito além de um prédio histórico Desde sua criação, a FMP atua como uma ponte entre passado e presente, promovendo não só a restauração de espaços históricos, mas também ações culturais que envolvem a população e valorizam as tradições locais. Sua estrutura é leve e eficiente, com um Conselho Curador formado por sete membros — quatro deles da própria comunidade — além de divisões dedicadas à cultura, obras e administração. A Fundação também tem um papel fundamental na gestão da Política Oficial de Cultura do município, funcionando de maneira consultiva e executiva. Sua atuação abrange desde a proteção do patrimônio até o fomento de atividades culturais, inclusive com destinação de recursos para projetos de restauração de bens particulares de valor cultural. Um legado de cinema, história e identidade Escolher o nome Mario Peixoto para representar essa Fundação foi mais do que uma homenagem: foi uma reafirmação do compromisso de Mangaratiba com sua identidade cultural . O cineasta eternizou a cidade através das lentes de seu filme e, hoje, a Fundação eterniza sua memória e propósito por meio da valorização da cultura local. A Fundação Mario Peixoto é um exemplo vivo de como a cultura transforma, conecta e preserva. E nós, do Soul Costa Verde , temos orgulho de divulgar e apoiar instituições que constroem esse legado todos os dias. 📍 Quer conhecer de perto a Fundação e o Solar Barão de Sahy? Inclua Mangaratiba no seu roteiro cultural e descubra mais esse tesouro da nossa Costa Verde! 🔗 Para saber mais, acesse o site oficial da Fundação: https://fmp.mangaratiba.rj.gov.br
- Cultura em Movimento: Oficina de Portfólios Culturais chega a Angra dos Reis
@soulcostaverde No próximo dia 1º de agosto, a cultura toma ainda mais forma em Angra dos Reis com a realização da Oficina de Portfólios Culturais, idealizada por Majuh Medeiros — artista, produtora cultural e agente territorial de cultura do PNCC – Programa Nacional dos Comitês de Cultura . A atividade será realizada na Sala de Vídeo do Centro Cultural Theophilo Massad , das 14h às 18h, e faz parte do Plano de Ação Estruturada da artista no programa, com foco na valorização de fazedoras e fazedores de cultura da região. 💼 A força do coletivo e da partilha Mais do que uma aula, a oficina propõe uma roda de partilha de saberes e experiências, oferecendo ferramentas práticas e afetivas para que artistas, grupos e produtores possam estruturar seus portfólios culturais de maneira eficiente e autêntica. Para enriquecer ainda mais o encontro, Majuh contará com a participação de nomes que são referência no setor cultural: 🎤 Tatiana Salomão – Assessora de Elaboração de Editais da Secec RJ, trazendo orientações valiosas sobre como alinhar portfólios com políticas públicas de fomento. 🎤 Fernanda Camargo – Coordenadora Regional do PNCC, que falará sobre o papel do programa no fortalecimento dos territórios culturais. 🎤 Ramon Pózes – Produtor audiovisual e cultural, que irá conduzir a oficina com sua vasta experiência na construção de portfólios visuais e apresentações criativas. 🌱 Cultura que transforma Segundo Majuh, “a proposta é simples, mas potente: fortalecer quem faz cultura na base, oferecendo caminhos para que mais pessoas tenham acesso a editais, redes de apoio e reconhecimento de seus trabalhos.” A ação é construída em rede, com o apoio de profissionais comprometidos com a potência criativa e coletiva dos territórios. É também uma resposta direta à necessidade de qualificação e visibilidade para artistas de todas as áreas. 🗓️ Anote aí: 📍 Local: Sala de Vídeo do Centro Cultural Theophilo Massad 📅 Data: 01 de agosto de 2025 🕒 Horário: das 14h às 18h 🎟️ Entrada gratuita ✨ Participe e fortaleça sua caminhada Se você é artista, produtor, fazedor ou fazedora de cultura e quer aprender mais sobre como apresentar sua trajetória de forma estruturada e potente, essa oficina é para você. Leve seu material, suas perguntas e sua vontade de crescer junto com quem acredita no poder da cultura como transformação social. 📲 Confira mais informações no Instagram da Majuh Medeiros @majuhmedeiros 📌 Compartilhe com a sua rede e fortaleça esse movimento! #OficinaDePortfólios #PNCC #CulturaÉTransformação #AngraDosReis #ProduçãoCultural #FazedoresDeCultura #AçãoEstruturada #PortfólioCultural #MinC #agenteterritorialdecultura
- Escuta Só: "Enquanto os Distraídos Amam" – O Céu de Domingo de Pedro Emílio
Escuta Só Sexta-Feira, 18h37: O Começo do Fim de Semana O apartamento ainda cheira a faxina quando ela chega. Traz na bolsa um casaco que não é dela – emprestado de algum amigo esquecido na última balada – e nos olhos aquela mistura de cansaço e alegria que só quem trabalha a semana inteira sabe reconhecer. Eu, que já estou aqui desde as cinco esperando como um cachorro de porta de aeroporto, finjo desinteresse. - Tá ouvindo o quê? Ela pergunta, jogando a bolsa no sofá. - Um tal de Pedro Emílio. - Quem? E aí, sem querer, começa a tocar "Ponta a Ponta". Sábado, 11h02: Café da Manhã com Metáforas "Mergulho num céu que não dá pé" – a letra escorre do celular enquanto ela passa manteiga no pão com gestos precisos de quem tem pressa de viver. Eu observo. - Que música é essa? Ela pergunta, mas não espera resposta. - Parece aquela vez que a gente foi pra praia e você jurou que o mar estava em cima. Eu rio. Ela também. Pedro Emílio continua cantando sobre aviões que pegam onda, e nós, distraídos, a gente se embola. Domingo, 16h48: A Despedida A mala dela está quase pronta. Sempre quase. Sempre faltando um brinco, um carregador, um beijo que não foi dado. "Toda estrela já virou concha" – a música toca baixo, como se soubesse que o fim de semana também está terminando. - Por que você gosta disso? Ela pergunta, enfiando um casaco na bolsa. - Porque ele canta como se a gente não precisasse de pé no chão. Ela para. Olha. Sorri. - Tá me chamando de distraída? - Tô chamando você de céu. Segunda-Feira, 07h15: O Mundo que Volta a Ter Pé O apartamento cheira a café solitário. Na playlist, Pedro Emílio repete: "navio atracado no céu". Eu me pergunto se ela estaria ouvindo a mesma coisa no caminho do trabalho. Se lembra do pão com manteiga de ontem. Se ainda acha que aviões podem surfar. Enquanto isso, os distraídos – aqueles que amam entre um fim de semana e outro – seguem inventando mundos onde o chão é opcional. https://open.spotify.com/intl-pt/track/5SGR0g8eOTUNfpKG16N1Fe?si=92f02f61e21a4a75 Pedro Emílio – "Ponta a Ponta" (do álbum "Enquanto os Distraídos Amam", 2025). P.S.: Alguns amores só existem de sexta a domingo. E alguns discos foram feitos para preencher o silêncio entre um encontro e outro.
- A Trilha do Pico do Papagaio: uma aventura inesquecível em Ilha Grande
Ilha Grande | Pico do Papagaio Se você está em busca de uma experiência de tirar o fôlego — literalmente e figurativamente — a trilha do Pico do Papagaio , em Ilha Grande (RJ), é o destino ideal. Com seus 982 metros de altitude , esse é o segundo ponto mais alto da ilha e um dos mais desafiadores e recompensadores para os amantes da natureza, trilhas e vistas de tirar o fôlego. Localizado em meio à exuberância da Mata Atlântica , o pico atrai aventureiros de todo o país que buscam uma conexão intensa com a natureza e o privilégio de contemplar, do alto, um dos panoramas mais belos do litoral brasileiro. 🥾 Uma trilha para os fortes — mas com recompensa garantida! A subida ao Pico do Papagaio não é para iniciantes. Com trechos íngremes, pedras escorregadias e mata fechada, a caminhada pode levar entre 3 a 6 horas, dependendo do ponto de partida e do preparo físico de cada um. A dica de ouro: contratar um guia local experiente. Ele não apenas garante mais segurança, como também enriquece a trilha com histórias, curiosidades e conhecimentos da região. O que levar para a trilha: Água e lanches energéticos Protetor solar e repelente Roupas leves e confortáveis Tênis ou botas de trilha Lanterna (principalmente se for subir à noite para ver o nascer do sol) Celular ou câmera: a vista lá de cima merece ser registrada! 🌅 Um espetáculo lá do alto Ao alcançar o cume, a sensação é de conquista total. Do topo do Pico do Papagaio, é possível avistar: A Vila do Abraão A Enseada das Estrelas Dois Rios Araçatiba Ponta Grossa Ilha Jorge Grego A Ilha das Palmas Pedra da Gávea (em dias claros) E toda a Restinga da Marambaia A visão panorâmica da Baía da Ilha Grande é de encher os olhos — um cenário que mistura o azul profundo do mar com o verde vivo da floresta, tornando a trilha uma experiência mágica, espiritual e transformadora. 🛏️ Onde ficar? Dica especial: Pousada Caiçara Depois de uma trilha intensa como essa, nada melhor do que recarregar as energias em um lugar acolhedor, tranquilo e com excelente localização. Por isso, nossa dica é a Pousada Caiçara https://www.instagram.com/pousadacaicaraig/ . Localizada na charmosa Vila do Abraão, ela é o ponto de partida ideal para quem deseja explorar as belezas naturais da ilha com conforto, bom gosto e aquele atendimento acolhedor que só quem conhece Ilha Grande pode oferecer. Além de quartos aconchegantes e um delicioso café da manhã, a pousada oferece fácil acesso a outras trilhas, praias e passeios da região. Perfeita para quem quer curtir cada detalhe da Ilha com tranquilidade. @pousadacaicaraig 🌿 Viva o desafio, sinta a natureza, respire aventura! Seja você um aventureiro de primeira viagem ou um trilheiro experiente, o Pico do Papagaio é daquelas experiências que ficam na memória (e no coração). E se o plano for fazer tudo com estilo, conforto e boa energia, a Pousada Caiçara é sua melhor aliada nessa jornada. Fica o convite: prepare a mochila, escolha um bom guia local, e permita-se viver essa aventura. A Ilha Grande te espera com seus encantos — e o topo do Pico do Papagaio, com a vista mais incrível de todas.
- CUIDE DO SEU CORPO EM CASA: CONHEÇA O TRABALHO DA PROFESSORA SUSANA TARGINO
@PROFSUSIFLEX Em meio à correria do dia a dia, encontrar tempo para cuidar do corpo e da mente pode ser um desafio. Mas e se você pudesse fazer isso sem sair de casa, com orientação de uma profissional experiente, carismática e dedicada ao seu bem-estar? Essa é a proposta da Professora Susana Targino , à frente do perfil @profsusiflex no Instagram. Susana é apaixonada por movimento, qualidade de vida e autocuidado. Com uma trajetória inspiradora que começou ainda na adolescência, hoje ela comanda aulas online de alongamento, mobilidade e flexibilidade, voltadas para todas as idades e níveis de condicionamento. Seja você uma pessoa que trabalha horas sentado, alguém que sente dores constantes nas costas ou até mesmo quem busca melhorar a postura e respirar melhor, as aulas da Susi são um verdadeiro alívio para o corpo e um respiro para a mente. 💻 AULAS ONLINE, ACESSÍVEIS E PERSONALIZADAS A proposta é simples e eficaz: você treina de onde estiver, com a praticidade de uma aula online, mas com a atenção e carinho de um acompanhamento personalizado. Com movimentos suaves, técnicas seguras e um clima leve, as aulas promovem relaxamento, consciência corporal e bem-estar integral. Além disso, o ambiente das aulas é acolhedor e positivo, conduzido com empatia por alguém que realmente se importa com a saúde e evolução dos seus alunos. 📲 COMO PARTICIPAR? Você pode acompanhar as dicas, vídeos e conteúdos gratuitos no Instagram @profsusiflex https://www.instagram.com/profsusiflex/ e entrar em contato diretamente pelo WhatsApp para informações sobre turmas, horários e valores: 📞 Contato direto: (21) 96986-8863 Porque alongar é mais do que esticar o corpo — é se reconectar com ele 💫 A equipe do Soul Costa Verde apoia e valoriza iniciativas que promovem saúde, bem-estar e autocuidado, ainda mais quando são conduzidas por profissionais que colocam amor no que fazem. Parabéns, Susi, por transformar vidas com sua energia leve e inspiradora!
- Cópia de Música, Ecologia e Emoção à Beira-Mar: Ilha Grande Celebra o 22º Festival com Alma e Ritmo!
Soul Costa Verde A Ilha Grande, com sua beleza que dispensa apresentações, mostrou mais uma vez que natureza e cultura podem — e devem — caminhar juntas. Na 22ª edição do Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande , não foi só a paisagem que encantou: as boas energias, os encontros e a música tomaram conta da Vila do Abraão como ondas suaves que trazem poesia até a areia. Logo nos primeiros acordes, a atmosfera estava formada. A programação ambiental deu o tom da abertura com rodas de conversa, oficinas e exposições voltadas à conscientização ecológica, criando a ponte perfeita entre arte, educação e preservação. 🌱 E quando a música começou a ecoar pela ilha, era impossível não sentir: algo especial estava acontecendo. Teve roda de samba à beira da praia, teve gente cantando de alma lavada, teve turista virando fã de artista e morador virando guia de emoção. A seleção musical trouxe talentos do Brasil inteiro, com composições autorais que foram além do entretenimento — falaram de amor, de planeta, de identidade, de resistência. As 15 músicas finalistas foram apresentadas em shows emocionantes e premiadas em três categorias: Tema Livre , Tema Ecologia e Melhor Intérprete . E o que não faltou foi entrega. 🌟 Lenine , com sua presença visceral e canções que falam direto ao coração, entregou um show absolutamente inesquecível — foi, sem dúvida, o ponto alto para nós do Soul Costa Verde . 🎷 Milton Guedes , com sua gaita marcante, trouxe o groove e a vibração que fizeram a plate ia sair do chão. 🎤 Maria Gadú , com sua doçura e potência, arrebatou o público e emendou canções que pareciam escritas ali, com os pés na areia. A cada noite, a Vila do Abraão se transformava em um palco onde natureza e arte se abraçavam sob o mesmo céu estrelado. E pra quem se organizou com carinho, o Festival ainda teve um bônus de paz e conforto: a Pousada Caiçara foi o refúgio perfeito para os que queriam viver tudo isso sem pressa. Entre um mergulho de manhã e um show à noite, o descanso tinha nome e endereço. Se você ainda não conhece, aproveite e siga: @pousadacaicaraig — vale cada clique, cada estadia, cada nascer do sol. O Festival de Música e Ecologia da Ilha Grande já deixou saudade. Mas mais do que isso: deixou sementes plantadas no coração de quem esteve lá. E que venham os próximos. Porque se tem uma certeza que levamos dessa experiência, é que a Ilha canta. E quem escuta, não esquece. 📸 Em breve, nossa galeria completa de fotos e registros do evento, aqui no Soul Costa Verde. Até a próxima travessia. —✍️ Coluna Soul Costa Verde
- Escuta Só: Éramos os três na sala
Escuta Só No final da tarde daquela quinta-feira gelada, como quem encontra um porto seguro depois de dias de mar revolto, cheguei à casa do meu filho. A nora me recebeu com aquele abraço que já vem com cheiro de café fresco e voz baixa, cheia de cumplicidade. Cecília, minha neta, estava ali — aquela pequena tempestade de risos e olhos arredondados pelo mundo — e eu, é claro, já estendia os braços antes mesmo de tirar os sapatos. Mas foi a nora quem me deu o primeiro presente da noite: resistiu aos pedidos de colo da pequena, dizendo, com uma doçura que só as mães sabem ter, "Fica com o vovô, Cecília. O colo dele está quentinho de saudade." Não há tradução possível para o que se sente quando alguém cuida do seu afeto assim, com as mãos leves. Mais tarde, o pai dela chegou. E aí, ah, aí veio a cena que nenhuma letra de música seria capaz de descrever sozinha: Cecília, de volta ao soberano colo materno, olhou para a porta e seus olhinhos — aqueles dois poços de entusiasmo — encheram-se de uma emoção tão grande que pareciam refletir o universo inteiro. Era como se, naquele instante, o mundo dela se reordenasse em torno da presença do pai. E eu, velho observador de sutilezas, pensei, é assim que se reconhece um refúgio: quando a simples chegada de alguém te faz sentir que o chão é mais firme. Depois, éramos os três na sala: eu, meu filho e Cecília, com "Sirens", do Pearl Jam, ecoando suave nas paredes. Soube que Eddie Vedder, esse irmão surfista de voz áspera e coração exposto, compôs a canção pensando na família dele como um porto — e não é que a vida se encarregou de me mostrar exatamente isso naquela noite fria? Enquanto a guitarra choramingava e o baixo marcava o passo, Cecília balançava seus brinquedos no ritmo, tentando decifrar a melodia com a sabedoria ingênua das crianças. Meu filho sorria, eu ria, e por um momento, tudo do lado de fora daquela sala parecia menos importante. "Sirens" fala do medo de perder quem a gente ama, do desejo quase desesperado de proteger os nossos. "Oh, fear is like a wilderland / Stepping stones or sinking sand", canta Vedder. O medo, ele diz, pode ser um terreno selvagem — mas o amor? O amor é a canção que a gente canta para navegar por ele. E naquela quinta fria e chuvosa, naquela sala comum, com minha neta inventando sua própria coreografia e meu filho cantarolando baixo, eu entendi: família é isso aqui. É o abraço que aquece o colo "quentinho de saudade", é o olho marejado que reconhece o seu porto seguro, é a música que embala os sobreviventes. O mundo lá fora tem sirenes de alerta, é verdade. Mas ali dentro, a gente teve "Sirens" do Pearl Jam e a nós mesmos. E, por um breve e poderoso momento, isso foi mais que suficiente. Ouça: https://open.spotify.com/track/1cAMXz9mnvrqyQLSG4KeeE?si=RRKRNP6sR7WAwmfKCTPb1g
- ESCUTA SÓ: Eu Vi o Meu Passado Passar por Mim: A Lua, a Guerra e o Círculo sem Fim
Escuta Só: Tendo a Lua - Os Paralamas do Sucesso "Eu vi o meu passado passar por mim" — e ele se parece demais com o presente. A canção Tendo a Lua, d’Os Paralamas do Sucesso , começa com essa linha que poderia ser o lamento de um povo alijado, de uma nação esgotada por ver a história se repetir como um pesadelo. Hoje, no conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos, o roteiro é antigo: potências traçam linhas no mapa, controlam recursos, decidem quem pode ou não ter poder — e os céus, que deveriam ser de todos, viram rotas de mísseis. Há uma ironia cruel na forma como as guerras se repetem. O petróleo, hoje, é o que o ouro foi em outras invasões, o que o sal foi em antigas rotas de dominação. O Irã, quarto maior produtor mundial, vive sob ameaças e sanções não por ser uma ameaça real, mas por desafiar a ordem dos donos do mundo. Os mesmos que invadiram o Iraque sob falsos pretextos, que bombardearam Hiroshima em nome de um "fim justo", agora ditam quem pode ou não ter tecnologia nuclear. "O céu de Ícaro tem mais poesia que o de Galileu" — e talvez por isso mesmo seja tão perigoso. Ícaro ousou voar perto do sol com asas frágeis; Galileu foi censurado por revelar que a Terra não era o centro do universo. Hoje, quem desafia a narrativa dos poderosos é tratado como herege. Enquanto isso, a lua — eterna, distante — assiste ao mesmo espetáculo de sempre: homens em trajes de presidentes e generais brincando de deus, enquanto povos são reduzidos a números em manchetes. "Tendo a lua aquela gravidade / aonde o homem flutua" — mas a humanidade insiste em cair. Flutuamos entre breves momentos de paz e longos períodos de destruição, como se não aprendêssemos nunca. A canção dos Paralamas, sem querer, virou um manifesto não apenas sobre amor, mas sobre resistência poética. Num mundo onde o céu de Galileu é controlado por satélites espiões e drones, talvez o que sobreviva seja mesmo o céu de Ícaro: frágil, rebelde, cheio de sonhos que os generais não podem calcular. A pergunta que fica é: quando a história passar de novo, será que vamos reconhecê-la? Ou vamos deixar que a lua continue sendo, como na música, um lugar que "merecia a visita, não de militares, mas de bailarinos" — um símbolo do que poderíamos ser, se déssemos ouvidos à poesia em vez da guerra? Porque no fim, enquanto os impérios caem e se levantam, a lua permanece. E ela não escolhe lados — apenas reflete, silenciosa, a luz que ainda nos resta.










